Tornar o turismo acessível para todos é a meta do Ministério do Turismo que procura realizar uma série de ações voltadas para a promoção de acessibilidade em atrativos e estabelecimentos turísticos. A ideia é facilitar a o deslocamento de viagens dos turistas com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida
O Ministério dispõe de uma importante ferramenta de avaliação de acessibilidade dos pontos turísticos: o Guia Turismo Acessível, uma das iniciativas apresentadas pelo ministro interino do Turismo, Alberto Alves, na coletiva de imprensa realizada na manhã de hoje, no Rio Media Center. Em sua primeira edição o Guia tem 35 mil exemplares impressos em distribuição.
“A acessibilidade vem sendo tratada como um tema importante para o segmento turístico e o ministério vem realizando suas ações em três frentes de trabalho: acessibilidade nos atrativos e estabelecimentos turísticos; informação para os viajantes com deficiência e melhoria na infraestrutura dos destinos. Ainda temos um importante caminho a trilhar, mas estamos andando na direção correta”, afirmou Alberto Alves.
O banco de dados do programa possui cerca de 530 mil estabelecimentos cadastrados. Por tratar-se de um guia que depende da contribuição dos próprios turistas, quanto maior o número de avaliações, mais completo será. Para atender o maior número se turistas, o guia apresenta ainda versões em inglês e espanhol.
No Guia Turismo Acessível, o turista pode cadastrar, consultar e avaliar restaurantes, bares, meios de hospedagens, lojas, shoppings, museus, atrativos históricos, parques, zoológicos, eventos, cinemas, serviços turísticos e atividades de lazer. Até o momento, o site obteve mais de 456 mil acessos e tem 1,9 mil pessoas cadastradas.
O Guia também traz informações sobre os direitos da pessoa com deficiência e orientações para setor turístico. Além de legislações, normas e cartilhas com dicas de como se adaptar e bem receber a pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida, estão disponíveis para leitura e download.
“O Guia Turismo Acessível é um material colaborativo, por isso a importância de que os turistas que tenham experiência em atrativos façam seu cadastro e avaliem sua acessibilidade. É uma iniciativa que deixará o guia cada vez mais completo e facilitará de maneira significativa a vida de muitas outras pessoas que desejam viajar”, completou a coordenadora-geral de Turismo Responsável, Isabel Barnasque.
Estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que cerca de 45 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de deficiência, o que corresponde à 23,9% da população do país. A ação do ministério ressalta que a acessibilidade é um direito universal que garante a melhoria da qualidade de vida das pessoas, permitindo uma maior autonomia não apenas para pessoas com deficiência, mas para pessoas com mobilidade reduzida, como grávidas e idosos.
Desde 2006, o Ministério do Turismo investiu mais de R$ 83 milhões em convênios de obras específicas de acessibilidade em várias cidades do país para a melhoria de vida dos turistas com deficiência sensorial ou motora. De acordo com a Portaria nº 112/2013, que trata da celebração de convênios de apoio a obras de infraestrutura turística pelo MTur, os investimentos devem promover acessibilidade às pessoas com deficiência sensorial ou motora ou com mobilidade reduzida
PROCEDIMENTOS AEREOS
Foram 270 pousos e decolagens em um só dia e o manuseio de quase 500 cadeiras de rodas. As Paralimpíadas que começaram oficialmente ontem e tiveram o inicio de disputas com bons resultados brasileiros neste primeiro dia, apresenta um trabalho de ajustes e providencias no transporte aéreo desde o final do mês de agosto.
O aeroporto RioGaleão vem quebrando recordes em manuseio de bagagens atendendo a cerca de 4.500 atletas paraolímpicos no Rio, além de delegações e familiares, q um número em torno de 5.500 pessoas envolvidas nos jogos.
As equipes de esatas do aeroporto (as empresas que dão suporte em solo) já movimentaram mais de 5 mil bagagens. Só no dia 31 de agosto, por exemplo, foram 270 voos entre pousos e decolagens, trazendo 2.441 passageiros, o maior pico de voo no período paralímpico. Outra curiosidade é em relação as cadeiras de roda pois desembarcaram no Rio 483 cadeiras, sem nenhum registro de incidente.
Para Ivan Faleiros, Consultor Técnico da Abesata, Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares dos Transporte Aéreo, “o manuseio feito com os equipamentos dos atletas paralímpicos precisa ser ainda mais sofisticado do que com os dos atletas olímpicos, isso porque, no caso de uma cadeira de roda, por exemplo, ela não é uma qualquer, é moldada ao corpo do atleta e um centímetro fora deste alinhamento pode deixar o atleta sem mobilidade e, muitas vezes, fora dos jogos. É preciso redobrar o cuidado e a atenção.” salientou.
Outro processo importante que vem sendo realizado é a agilidade no desembarque dos paralímpicos. Alguns atletas ficam o tempo todo sentados durante o voo e não conseguem ir ao banheiro, por exemplo. O tempo começa a correr assim que o avião pousa. Com a ajuda dos comissários, em menos de três minutos o atleta já está na sua cadeira ou com as suas muletas e consegue se locomover sem ajuda extra.
É importante ressaltar que a Abesata dá todo suporte às esatas neste processo com uma equipe direta no CGNA (Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea) do RIOGaleão. Além disso, a entidade também vem participando de reuniões com todas autoridades do governo e dos jogos afim de minimizar os erros e trazer soluções de problemas.





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