Há pouco menos de um mês, as atenções de milhares de pessoas se voltarão para a Cracóvia, cidade de 755 mil habitantes, que na última semana de julho, entre os dias 25 e 31, sediará a Jornada Mundial da Juventude de 2016.
Este evento, criado pelo papa João Paulo II, em 1985, tem como objetivo promover a fé católica, especialmente entre os jovens. A JMJ, como é conhecida em sua forma abreviada, acontece a cada dois ou três anos, sempre em uma cidade diferente. A última edição, em 2013, foi no Rio de Janeiro, e contou com mais de três milhões de participantes.
Ao longo de seis dias, os participantes da Jornada Mundial da Juventude se reunirão tanto em eventos culturais, como shows, oficinas e atividades esportivas, quanto em eventos religiosos, que incluem missas, catequeses, vigília e procissão.
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O que ver e visitar na Cracóvia
Segunda maior cidade da Polônia, a Cracóvia foi capital do país por mais de 5 séculos, o que justifica seu complexo de monumentos históricos – o mais rico do território polonês –, e, consequentemente, a popularidade do destino entre viajantes.
Com uma história tão rica e dona de tantos atrativos, chama atenção mesmo quem não for muito religioso, tendo motivos de sobra para incluí-la numa viagem pela Polônia. No centro histórico, o destaque é a icônica Praça Central, principal cartão-postal da cidade, e os prédios que a circundam: a Basílica de Santa Maria, a Torre da Prefeitura e o Mercado.
Mais ao sul, às margens do rio Vistula, está o Complexo Wawel, que, entre os séculos 14 e 16, foi um dos mais importantes centros políticos e culturais da cidade. Os destaques desse complexo são a Catedral, onde era realizada a coroação de monarcas poloneses, e o Castelo, que tem diferentes atrações, como os quartos e o salão com o trono do rei, e uma exposição de tesouros e decorações da realeza.
Não dá para esquecer que, além do catolicismo, Cracóvia tem uma estreita ligação com outra religião, o judaísmo. O bairro de Kazimierz foi por quase 500 anos o centro da vida judaica da cidade, situação interrompida durante a Segunda Guerra Mundial.
Para conhecer melhor essa herança é recomendada a visita à Sinagoga Isaac, violada durante a ocupação nazista e retomada à posse dos judeus somente em 1989, e à Velha Sinagoga, a mais antiga da Polônia e que hoje funciona como Museu Judaico.
Além disso, Cracóvia foi palco da história verídica do filme A Lista de Schindler, que narra os acontecimentos relacionados à Oskar Schindler, o alemão dono de uma fábrica que, ao empregar centenas de judeus durante o nazismo, salvou-os da morte.
O cenário real onde tudo isso aconteceu, a Fábrica de Schindler, foi transformada em museu, em 2010, graças à fama do filme de Steven Spielberg.
O que visitar nos arredores de Cracóvia
Mergulhando ainda mais a fundo no tema do Holocausto, está um local horripilante, situado a 75 km de Cracóvia e que deve fazer parte do roteiro de quem viaja pela Polônia: o Campo de Concentração de Auschwitz, onde estima-se que tenham morrido entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas.
Na verdade, são dois campos, Auschwitz, que funciona como um museu, e Birkenau, também chamado de Auschwitz II, uma espécie de memorial, a 3 km de distância, ambos igualmente emocionantes.
Cracóvia é também o ponto de partida para passeios mais amenos, como a Mina de Sal Wieliczka, uma visita 378 degraus abaixo da terra (não muito recomendada para claustrofóbicos), onde o turista se depara com diversas esculturas feitas de sal.
Outra opção é Parque Nacional Tatra, uma das melhores áreas verdes na Polônia para a prática de esportes de aventura, e onde está o ponto mais alto do país, o Rysy, com 2.499 m de altura.
Atrações em homenagem ao Papa João Paulo II
Poucas cidades no mundo têm uma relação tão forte com a Igreja Católica quanto Cracóvia: foi aqui, em 1946, que o jovem Karol Wojtyla foi ordenado sacerdote para, anos mais tarde, se tornar o papa João Paulo II. Os católicos mais fervorosos certamente se interessarão em visitar os lugares relacionados ao único papa polonês da história, como o Museu da Arquidiocese de Cracóvia e o Palácio Arcebispal de Cracóvia, duas de suas antigas residências na cidade.
Embora sua trajetória religiosa esteja profundamente vinculada à Cracóvia, Karol Wojtyla nasceu em Wadowice, a 50 km de distância dali. Nesta cidadezinha de menos de 20 mil habitantes também é possível visitar atrações em homenagem ao seu mais célebre cidadão, como a Basílica da Virgem Maria Abençoada, onde Karol foi batizado, e a Casa da Família de João Paulo II, sua residência até se mudar para Cracóvia, aos 18 anos.
*Este artigo foi escrito pela editora O Viajante para o Skyscanner.





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