Pastel de angu, comida mineira, cafés e bares fazem do espaço um roteiro gastronômico no centro da capital
Antes de os bares abrirem as portas, a feira da madrugada já movimenta o Mercado Novo de Belo Horizonte. No centro da capital mineira, o edifício reúne restaurantes de comida feita no fogão a lenha, cafeterias, cervejarias e bares autorais. O resultado é um roteiro gastronômico que combina receitas tradicionais, ingredientes locais e novas interpretações da cozinha brasileira.
A experiência pode começar pelo pastel de angu do Pastel do Moinho, preparado com massa de fubá, e seguir pelos pães de queijo recheados da A Pão de Queijaria. Entre as combinações oferecidas estão goiabada cascão com requeijão de barra e doce de leite com queijo minas. A casa também serve ketchup com goiabada como acompanhamento.
Para o almoço, o Fogão Vermelho aposta na comida de fogão a lenha, com pratos como frango com quiabo, feijão-tropeiro e tutu com pernil. O passeio também inclui charcutaria tradicional, leitoa assada, torresmo de rolo, doces em compota e preparações que remetem à cozinha caseira.
A diversidade de estabelecimentos permite conhecer diferentes sabores em várias paradas, entre refeições, cafés e petiscos. Os queijos artesanais também estão entre os produtos procurados pelos visitantes.
Mercado Novo reforça a gastronomia de Belo Horizonte
A variedade de sabores ajuda a compreender a projeção gastronômica de Belo Horizonte. Desde 2019, a cidade integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na categoria Gastronomia. Minas Gerais também aparece na seleção de melhores destinos gastronômicos de 2026 da Condé Nast Traveler, que cita o Mercado Novo entre as referências da capital.
Inaugurado na década de 1960, o Mercado Novo passou por uma transformação nos últimos anos e se consolidou como polo de economia criativa e gastronomia autoral. A ocupação dos andares superiores por novos empreendedores ampliou a oferta de experiências ligadas à comida, à cultura, à música e à convivência, sem apagar a tradição popular do edifício.
“O Mercado se tornou um espaço onde diferentes expressões da cultura mineira conseguem coexistir de forma muito orgânica. A gastronomia ocupa um papel central nesse movimento porque ela traduz comportamento, memória e inovação. Ao mesmo tempo, funciona como um fio condutor para um prédio muito mais representativo para a cultura brasileira. O que vemos hoje aqui é uma produção autoral que nasce do território, respeita as raízes de Minas e projeta Belo Horizonte para uma conversa contemporânea sobre comida e cidade”, afirma Luiz Felipe de Castro, curador e síndico do Mercado Novo.
A rotina do mercado reflete essa combinação de tradição e novos negócios. Enquanto a feira da madrugada abastece comerciantes e movimenta o edifício nas primeiras horas do dia, os corredores recebem operações de cafés especiais, coquetelaria, cervejas artesanais, culinária mineira contemporânea e empreendimentos independentes.
Para quem visita Belo Horizonte, o Mercado Novo oferece uma oportunidade de conhecer diferentes expressões da gastronomia local e observar de perto a dinâmica de um espaço que reúne comércio popular, cultura e novos projetos gastronômicos.






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