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Home Destaque

Notre-Dame restaurada merece nova visita em Paris

Claudia Tonaco por Claudia Tonaco
29 de maio de 2026
in Destaque, Destinos, Dicas, Europa, Home
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Notre-Dame de Paris após a restauração

Fachada da Notre-Dame de Paris após a restauração (Foto: Hanvin Cheong)

Um ano e meio após a reabertura, catedral recebe visitantes com interiores renovados e nova organização de acesso

Notre-Dame de Paris voltou oficialmente à vida em 7 de dezembro de 2024, cinco anos após o incêndio que destruiu o telhado, o pináculo e parte da abóbada da catedral. Desde então, a reabertura transformou novamente a ilha da Île de la Cité em um dos centros mais movimentados da capital francesa.

Em 2025, primeiro ano completo após a reabertura, a catedral recebeu 11 milhões de visitantes e retomou o posto de monumento mais visitado da França. Mas quem entra hoje em Notre-Dame encontra um espaço diferente daquele que existia antes de abril de 2019.

O interior foi restaurado e limpo pela primeira vez em décadas. Os vitrais recuperaram luminosidade, o grande órgão voltou a funcionar após desmontagem completa e o novo pináculo replica fielmente a estrutura criada por Eugène Viollet-le-Duc no século XIX.

A entrada continua gratuita, mas agora o fluxo de visitantes é organizado por meio de reservas online feitas no site oficial ou no aplicativo da catedral.

Notre-Dame antes do incêndio
Notre-Dame antes do incêndio de 2019 (Foto: Rohan Reddy)

O incêndio que mudou Notre-Dame

O fogo começou no fim da tarde de 15 de abril de 2019, na antiga estrutura de madeira do telhado. Em poucas horas, destruiu o pináculo e a chamada Forêt, a malha medieval de vigas de carvalho que sustentava a cobertura da catedral.

A abóbada cedeu em três pontos, mas a estrutura principal resistiu. Grande parte das relíquias e obras sacras também foi salva.

A reconstrução principal custou cerca de 700 milhões de euros e mobilizou mais de mil profissionais entre carpinteiros, escultores, engenheiros, arqueólogos, vidraceiros e restauradores. Ao todo, 250 empresas e ateliês franceses participaram da operação.

As obras continuam em algumas áreas externas, incluindo partes das fachadas, arcobotantes e telhado da sacristia.

O que mudou na catedral

A transformação mais evidente aparece na pedra interna. Séculos de fumaça de velas, poeira e resíduos urbanos haviam escurecido o calcário da nave principal. Após a limpeza, o interior ficou mais claro e luminoso.

Os vitrais medievais sobreviveram ao incêndio, mas precisaram passar por um processo delicado de descontaminação após o contato com o chumbo do telhado derretido. A restauração trouxe de volta tons intensos, especialmente os azuis característicos da arte medieval francesa.

O grande órgão Cavaillé-Coll, de 1868, também foi desmontado peça por peça. Com quase 8 mil tubos, o instrumento voltou a soar na primeira missa pública após a reabertura, em dezembro de 2024.

O novo pináculo mantém o desenho original criado por Viollet-le-Duc. Refeito em carvalho e revestido de chumbo, ele tem 96 metros de altura. No topo, um novo galo dourado guarda relíquias religiosas, repetindo a tradição da estrutura anterior.

gárgulas NotreDame
As famosas gárgulas da catedral parisiense (Foto: Pedro Lastra)

O que permanece em Notre-Dame

Apesar da destruição parcial provocada pelo incêndio, muitos dos elementos históricos mais importantes da catedral permaneceram intactos.

As três rosáceas medievais sobreviveram, assim como o sino Emmanuel, fundido no século XVII e considerado o mais importante da catedral.

As estátuas dos apóstolos que cercavam o antigo pináculo também escaparam das chamas porque haviam sido removidas para restauração poucos dias antes do incêndio.

As famosas gárgulas e quimeras seguem no alto da construção. Embora associadas à arquitetura medieval, elas foram criadas no século XIX durante a grande restauração conduzida por Viollet-le-Duc, inspirada também no romance “Notre-Dame de Paris”, de Victor Hugo.

Notre Dame Vizinhanca
O entorno da Notre-Dame também é atração para os visitantes (Foto: Ilnur Kalimullin)

Como visitar Notre-Dame em 2026

A entrada na catedral continua gratuita.

Os horários de visitação são:

  • segunda a sexta: 7h45 às 19h
  • quinta-feira: até 22h
  • sábado e domingo: 8h15 às 19h30

Os melhores horários para visitar costumam ser:

  • início da manhã;
  • fim da tarde nos dias úteis;
  • quinta-feira à noite, quando a iluminação interna ganha destaque.

Subida às torres

A subida às torres é paga e custa 16 euros para adultos.

O acesso leva ao terraço da Torre Sul, com vista panorâmica de Paris, do Sena e do novo pináculo. A escadaria possui 424 degraus.

As torres funcionam:

  • abril a outubro: 9h às 23h
  • novembro a março: 9h às 17h30

As reservas são feitas exclusivamente online.

Melhores lugares para fotografar Notre-Dame

Pont de la Tournelle

Um dos melhores ângulos da catedral ao entardecer, com vista ampla do Sena e do novo pináculo.

Square René Viviani

Pequeno jardim na margem esquerda com enquadramento lateral de Notre-Dame e a árvore mais antiga de Paris.

Praça Jean-XXIII

O melhor ponto para observar os arcobotantes, uma das estruturas mais importantes da arquitetura gótica francesa.

Petit Pont

Vista clássica da fachada principal, especialmente nas primeiras horas da manhã.

Nosso lugar secreto

O Mémorial des Martyrs de la Déportation fica atrás de Notre-Dame, na ponta leste da Île de la Cité.

Inaugurado em 1962, o memorial homenageia os franceses deportados para campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O espaço subterrâneo e silencioso contrasta com o movimento intenso ao redor da catedral.

A entrada é gratuita, e o memorial abre todos os dias das 10h às 18h30 — fecha apenas na primeira segunda-feira do mês, em 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro. Endereço: Square de l’Île-de-France, 7 Quai de l’Archevêché, 75004 Paris.

Paris Hotel
Foto: Yannick Van Houtven

Onde ficar perto de Notre-Dame

Entre a Île Saint-Louis e o Marais, a poucos minutos de Notre-Dame, estão algumas das hospedagens mais bem localizadas da região histórica de Paris.

Pavillon de la Reine, na Place des Vosges, no Marais. Hotel cinco estrelas de fachada coberta por hera, com pátio interno fechado ao público externo, 56 quartos e suítes em prédio do século 17 que pertenceu ao entorno do palácio real. A caminhada até Notre-Dame leva 15 minutos.

Hôtel du Jeu de Paume, na Île Saint-Louis. Hotel quatro estrelas em prédio do século 17 que originalmente abrigava uma quadra de jeu de paume (precursor do tênis) construída para Louis XIII. A reforma manteve a estrutura de vigas de madeira aparentes, claraboia central e elevador panorâmico que atravessa a antiga quadra. 30 quartos. A caminhada até Notre-Dame leva 5 a 7 minutos.

Hôtel des Deux-Îles, também na Île Saint-Louis. A propriedade tem 17 quartos em casa do século 17, com paredes em pedra exposta, vigas de madeira originais e boa decoração. Não tem restaurante, mas a rua de Saint-Louis en l’Île, onde fica, está cheia de bistrôs e cafés. A caminhada até Notre-Dame leva 5 minutos.

Onde comer nos arredores

Le Sergent Recruteur, na Île Saint-Louis. Restaurante com uma estrela Michelin, em casa de paredes de pedra centenárias e decoração contemporânea, com cozinha do chef Alain Pégouret. Menu degustação em torno de pratos como espargo branco com ovo mole, ave com nabo daikon confitado, peixe defumado com erva-doce do mar. Reserva indispensável. Caminhada até Notre-Dame: 6 minutos.

Au Bougnat, na Île de la Cité. Bistrô tradicional de bancos de madeira corrida, ao lado de Notre-Dame numa rua estreita atrás da Préfecture de Police. Cozinha clássica francesa: foie gras com geleia de figo, escargots de Bourgogne, coq au vin, blanquette de veau. Casa frequentada por moradores da ilha, uma raridade em zona de turismo intenso. Caminhada até Notre-Dame: 3 minutos.

L’Îlot Vache, na Île Saint-Louis. Bistrô familiar especializado em carnes. Cozinha caseira de receitas tradicionais, com cardápio reduzido que muda com a estação. Atendimento personalizado, ritmo lento, conta moderada para Paris. Caminhada até Notre-Dame: 7 minutos.

Paris Cafe
Foto: Veronika Martinelli

Cafés e paradas clássicas

Berthillon, no número 31 da Rue Saint-Louis en l’Île. Não é exatamente um café, mas é parada obrigatória pela sorveteria artesanal que, desde 1954, é mantida e administrada pela mesma família. Os sabores da casa mudam conforme a estação. Fecha em agosto. Caminhada até Notre-Dame: 6 minutos.

Café Saint-Régis, na esquina da Île Saint-Louis. Bistrô-café em ponto privilegiado, voltado para a Pont Saint-Louis, com terraço ao sol da tarde. Boa parada para café da manhã, café com croissant ou taça de vinho ao fim do dia. Caminhada até Notre-Dame: 4 minutos.

Shakespeare & Company Café, na margem esquerda, anexo à livraria. Café pequeno, com leve atmosfera literária e cardápio simples — café, chá, sopa, sanduíche. Mesas externas com vista direta da catedral. Caminhada até Notre-Dame: 3 minutos pela Pont au Double.

Compras e livrarias

Shakespeare & Company, no número 37 da Rue de la Bûcherie, na margem esquerda. Livraria em inglês fundada em 1951 (em homenagem à livraria original dos anos 1920, frequentada por James Joyce, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald). Dois andares de livros, escadas estreitas, sofás onde escritores em residência ainda dormem em troca de tempo de trabalho na loja. Boa loja para sair com algo a ler durante a viagem. Caminhada até Notre-Dame: 3 minutos pela Pont au Double.

Marché aux Fleurs Reine Elizabeth II, na Place Louis Lépine, na própria Île de la Cité. Mercado de flores ao ar livre desde 1830, em pavilhões verdes de ferro fundido da virada do século 19. Plantas, orquídeas, flores de estação, bulbos. Abre de segunda a sábado, das 9h30 às 19h, e está a três minutos a pé de Notre-Dame, no caminho da Sainte-Chapelle. Boa parada para fotografar ou para levar uma planta pequena de presente.

Bouquinistes do Sena, pequenos quiosques verdes de madeira presos aos parapeitos dos cais do Sena, nas duas margens, vendem livros usados, gravuras, mapas antigos, cartões e pôsteres. Trata-se de uma tradição parisiense secular e parte integrante da paisagem cultural das margens do Sena, reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio Mundial.

Maison Georges Larnicol, na Rue Saint-Louis en l’Île. Chocolatier bretão com loja na Île Saint-Louis, conhecido pelos kouignettes (mini kouign-amann, doce bretão de manteiga e açúcar). Bom para presente de viagem ou consumo direto no caminho. Caminhada até Notre-Dame: 6 minutos.

Tags: como visitar Notre-DameNotre Dame ParisNotre-Dame 2026parisparis 2026Turismo em Paris
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🍫 Hoje é o Dia Mundial do Chocolate! E que tal 🍫 Hoje é o Dia Mundial do Chocolate! E que tal aproveitar a data para conhecer destinos onde ele vai muito além da sobremesa?

Em diferentes partes do mundo, o chocolate faz parte da cultura, da história e da identidade local. Há lugares onde você pode visitar fazendas de cacau, acompanhar a produção artesanal, entrar em fábricas centenárias e provar receitas que atravessam gerações.

Anote esses destinos para a sua lista de viagens:

🇧🇷 Sul da Bahia – conheça fazendas de cacau entre Ilhéus e Itacaré e acompanhe todo o processo, da fruta à barra de chocolate.

🇧🇷 Gramado – fábricas abertas à visitação, cafeterias e chocolaterias transformam a cidade em um verdadeiro paraíso para os apaixonados por chocolate.

🇨🇭 Suíça – museus, fábricas históricas e experiências que mostram por que o país se tornou uma referência mundial.

🇧🇪 Bélgica – em Bruxelas e Bruges, as vitrines das chocolaterias parecem galerias de arte, repletas de pralines e bombons artesanais.

🇮🇹 Modica, Sicília – prove um dos chocolates mais tradicionais da Itália, produzido com uma técnica centenária que resulta em uma textura granulada e única.

🇲🇽 Oaxaca – descubra as origens do cacau em mercados tradicionais e experimente bebidas à base de chocolate, café e especiarias.

E uma dica para levar na mala: quanto maior o teor de cacau e menor a lista de ingredientes, maiores as chances de encontrar um chocolate que valorize a matéria-prima e os sabores do destino.

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Muito além do futebol, a cidade reúne alguns dos lugares mais emblemáticos da história dos Estados Unidos. É lá que estão o Independence Hall, o Liberty Bell e a famosa escadaria do Philadelphia Museum of Art, eternizada por Rocky Balboa.

Mas a Filadélfia vai além dos cartões-postais. Bairros cheios de personalidade, murais de arte urbana, mercados históricos, museus, cafés e uma cena gastronômica multicultural fazem dela um dos destinos mais interessantes da Costa Leste.

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