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Home Destinos Brasil

Belém do Pará é onde a Amazônia começa

Redação Travel3 por Redação Travel3
13 de maio de 2026
in Brasil, Destaque, Destinos, Dicas, Home
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Ver-o-Peso - Belém do Pará

Mercado do Ver-o-Peso, em Belém (Foto: Bruna Brandão - MTUR)

Do Ver-o-Peso às ilhas vizinhas, descubra o que fazer na capital paraense

A Amazônia não é apenas floresta. Ela começa nas mesas, nos mercados e nos rios de Belém do Pará. Fundada em 1616 às margens da baía do Guajará, a capital paraense ampliou sua visibilidade internacional em novembro de 2025, quando sediou a COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas. O evento acelerou investimentos em infraestrutura e colocou a cidade em evidência internacional. Hoje, Belém se consolidou como uma importante porta de entrada para a Amazônia brasileira.

Belém das águas doces

A cidade não está dentro da floresta como costuma se imaginar. Belém é uma capital de quase 1,4 milhão de habitantes, com prédios, avenidas e congestionamentos. Ela está plantada num cotovelo de água doce, onde a baía do Guajará encontra o sistema estuarino do rio Pará. Já a floresta surge devagar. Primeiro ela chega à mesa, antes de qualquer roteiro de barco. Ela se manifesta no açaí servido com peixe frito e farinha d’água; no tucupi amarelo acompanhado de mandioca brava; no jambu que adormece a língua e no tacacá, tomado em pé no fim da tarde.

O ponto de partida de qualquer visita é a Cidade Velha. O conjunto colonial está às margens da baía, onde os portugueses ergueram, em 1616, o Forte do Presépio. O local é o marco do nascimento da vila que, você verá, cresceu voltada para o rio.

Ainda hoje, quem sobe a muralha do forte pode observar, no mesmo enquadramento, três tempos da cidade. Primeiro está o casario colonial. Em segundo plano, mais ao lado, vem o pavilhão metálico do Mercado do Ver-o-Peso. Por fim, revitalizado, surge o calçadão da Estação das Docas e a baía, que parece não ter fim.

Praça da República - BelémPA
Praça da República (Foto: Bruna Brandão – MTUR)

Um passeio pela Cidade Velha

A sua caminhada começa no Forte do Presépio, marco da fundação da cidade e hoje parte do complexo Feliz Lusitânia. O espaço abriga o Museu do Encontro, com peças arqueológicas e objetos ligados à ocupação amazônica. A poucos passos dali está a Catedral Metropolitana de Belém, conhecida como Sé, cuja construção começou no século XVIII. Em frente, a Casa das Onze Janelas ocupa um antigo sobrado colonial transformado em museu e espaço gastronômico.

Já no bairro da Campina, o Theatro da Paz, inaugurado em 1878, simboliza o período de riqueza da borracha na Amazônia. Inspirado nos teatros europeus do século XIX, o espaço mantém programação cultural e visitas guiadas.

A Cidade Velha pode ser percorrida a pé. Pelo caminho, o visitante passa por igrejas, largos e praças históricas até desembocar no Ver-o-Peso.

Theatro da Paz - Belém do Pará
Theatro da Paz (Foto: Bruna Brandão – MTUR)

Ver-o-Peso mede o pulso da cidade

O mercado do Ver-o-Peso faz parte do imaginário coletivo de quem quer conhecer Belém. Ele funciona como centro de abastecimento desde 1625, quando a Coroa portuguesa instalou ali o posto de fiscalização e cobrança de impostos sobre mercadorias. O nome nasceu desse sistema de pesagem oficial. O pavilhão metálico que define a construção foi inaugurado em 1901, com a estrutura importada da Europa.

Mas o Ver-o-Peso vai muito além do edifício principal. A feira se espalha pela orla, pelo Mercado do Peixe, pelo Mercado de Carne, e pela área das ervas amazônicas, onde as raízes, garrafadas e folhas continuam sendo vendidas a partir do conhecimento transmitido oralmente, de geração em geração.

A melhor hora para visitar é bem cedo. Antes das seis da manhã, os barcos chegam carregados de pirarucu, tambaqui, filhote e dourada. Pouco depois, o cheiro de café e da tapioca toma as calçadas. Quando os turistas começam a aparecer, o mercado já está funcionando há horas. Esse talvez seja o aspecto mais importante do Ver-o-Peso: ele não está lá para o turista ver. Já com quatro séculos de funcionamento, o mercado continua sendo a despensa cotidiana da cidade.

Estação das Docas, Mangal das Garças e a Nova Orla

Seguindo pela orla, você chega à Estação das Docas. Inaugurada em 2000, ela ocupa antigos galpões portuários restaurados. A estrutura metálica foi preservada e o lugar virou corredor de restaurantes, bares e centros culturais às margens da baía do Guajará. No fim da tarde, a Estação das Docas funciona como uma espécie de sala pública diante do rio.

Mais adiante, o Mangal das Garças reúne parque ambiental, viveiros e a torre-mirante conhecida como Farol de Belém. Inaugurado em 2005, o complexo permite observar a transição entre a cidade e a paisagem de várzea amazônica. Garças, jaburus e vegetação alagada convivem com o horizonte urbano.

Tacaca_Belem_PA
Tacacá, um dos pratos típicos da região (Foto: Bruna Brandão – MTUR)

A culinária amazônica chega às mesas

A cozinha paraense é uma das expressões culturais mais fortes de Belém. O açaí, ali, não é sobremesa. Ele acompanha peixe frito, farinha e camarão. Tucupi e jambu aparecem em pratos como o tacacá e o pato no tucupi. A maniçoba, preparada durante dias para eliminar a toxicidade natural das folhas da mandioca, ocupa lugar semelhante ao da feijoada em outras regiões do Brasil. O pirarucu, peixe amazônico de grande porte, ganhou espaço na gastronomia contemporânea brasileira, mas em Belém continua ligado à cozinha doméstica. Essa relação direta entre território, ingrediente e tradição ajudou a cidade a receber, em 2015, o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO.

O legado da COP30

A 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas aconteceu em Belém em novembro de 2025. Foi a primeira COP realizada em uma cidade amazônica e acelerou investimentos em infraestrutura, hotelaria e turismo.

O Aeroporto Internacional Val de Cans passou por modernizações, novos hotéis foram inaugurados e espaços públicos receberam revitalização. Para quem visita Belém em 2026, os efeitos aparecem na ampliação da rede hoteleira e na estrutura urbana voltada ao turismo internacional.

Ilha do Combu
Ilha do Combu (Foto: Bruna Brandão – MTUR)

Marajó, Combu e Icoaraci têm Belém como porta de entrada

Belém funciona como um eixo de experiências amazônicas, bem diferentes entre si. A Ilha de Marajó, acessível por barco, combina fazendas de búfalo, praias de água doce e produção de cerâmica.

No rio Guamá, a Ilha do Combu aproxima o visitante da produção de cacau amazônico, com chocolaterias artesanais e restaurantes simples à beira do rio. Já Icoaraci, distrito localizado dentro da área metropolitana de Belém, concentra ateliês que mantêm viva a tradição da cerâmica marajoara. São extensões naturais da cidade — e todas começam pelo rio.

Quando ir

Belém tem temperaturas altas durante o ano inteiro, normalmente próximas dos 30°C. A diferença entre as estações está principalmente no volume de chuva. Entre janeiro e junho, o período é mais úmido, com pancadas frequentes. De julho a dezembro, o tempo fica mais firme.

Para o visitante, os meses entre julho e novembro costumam oferecer as condições mais favoráveis. Em outubro acontece o Círio de Nazaré, uma das maiores manifestações religiosas do Brasil, que transforma completamente a cidade e exige reserva de hospedagem com muitos meses de antecedência.

Mangal das Graças BelémPA
Mangal das Garças (Foto: Bruna Brandão – MTUR)

Melhores lugares para tirar fotos

1. Forte do Presépio ao amanhecer

Da muralha do forte, o enquadramento reúne o casario colonial, o Ver-o-Peso e a baía do Guajará numa única imagem. O melhor horário é logo depois do nascer do sol.

2. Ver-o-Peso no início da manhã

O movimento dos barcos e dos peixeiros cria a cena mais viva da cidade. Entre seis e oito da manhã, a luz ainda é suave e o mercado está em plena atividade.

3. Estação das Docas no fim da tarde

Os antigos galpões iluminados contra o rio criam uma das paisagens urbanas mais fotogênicas de Belém.

4. Vista do Farol de Belém, no Mangal das Garças

A torre-mirante permite entender a relação entre a malha urbana, os rios e a vegetação de várzea.

Nosso lugar secreto

No Umarizal, em uma travessa lateral do bairro, o Tacacá do Renato atende paraenses há décadas. O ritual é o de sempre. A cuia chega no fim da tarde com a goma firme, o tucupi fervendo, o jambu fresco e o camarão seco. Toma-se em pé, no balcão, com sal grosso e pimenta a gosto.

A clientela é local e o horário é curto — a casa abre quando o tucupi do dia está pronto e fecha quando ele acaba. Quem vai tarde demais não encontra mais cuia.

Endereço: Travessa do Pombal, 210, Umarizal.

Ceramica_Belem_PA
Cerâmica Marajoara (Foto: Bruna Brandão – MTUR)

Guia Travel3 — Belém

Como chegar

Belém recebe voos diretos das principais capitais brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Manaus, Fortaleza e Recife. O Aeroporto Internacional Val de Cans fica a cerca de 12 quilômetros do centro.

Onde ficar

O Vila Galé Collection Amazônia foi inaugurado em novembro de 2025 em Belém. O projeto valoriza arquitetura, decoração e gastronomia ancoradas no território, em propriedade construída para o público que busca leitura cultural além da estadia.

Na Cidade Velha, o Atrium Hotel Quinta de Pedras ocupa um casarão do século XVIII restaurado, próximo ao Complexo Feliz Lusitânia. A decoração traz referências da cultura marajoara, e a casa funciona com clientela reduzida e atendimento próximo — boa escolha para quem prioriza identidade local em vez de bandeira internacional.

Onde comer

A Casa do Saulo, do chef Saulo Jennings, ocupa a Casa das Onze Janelas, no Complexo Feliz Lusitânia, com vista para a baía do Guajará. A cozinha traduz a tradição tapajônica em pratos de leitura contemporânea — pirarucu grelhado com castanha-do-pará, peixes do dia e ingredientes ribeirinhos.

Já o Remanso do Bosque, do chef Thiago Castanho, é referência da cozinha amazônica autoral em Belém. O cardápio nasce da pesquisa direta com produtores ribeirinhos e indígenas, e cada prato traduz um ingrediente com técnica contemporânea, sem perder suas origens.

Entre os sabores que ajudam a traduzir a Amazônia à mesa, os sorvetes regionais ocupam um lugar especial em Belém. A tradicional Cairu se consolidou como uma das paradas mais conhecidas da cidade para provar sabores como bacuri, cupuaçu, muruci e taperebá, preparados a partir de ingredientes amazônicos.

Hora das compras

A cerâmica marajoara é uma espécie de marca registrada da cidade. Os melhores ateliês ficam no distrito de Icoaraci, especialmente no bairro do Paracuri. Cestaria amazônica, essências regionais e produtos derivados do cacau também fazem parte das compras típicas da região.

Tags: AmazôniaBelém do ParáCOP30gastronomia paraenseIlha do CombuMarajóo que fazer em belém do pará
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Por Caroline & Claudia Tonaco

Sabia que o melhor hotel de praia do mundo está e Sabia que o melhor hotel de praia do mundo está em Dubai?

O Atlantis The Royal, em Palm Jumeirah, foi eleito o Best Beach Hotel 2026 pelo The World’s 50 Best Hotels. O hotel também ficou em 4º lugar no ranking dos melhores hotéis do mundo e foi escolhido como o melhor hotel do Oriente Médio.

E aqui vale uma explicação: Dubai tem dois hotéis Atlantis. O Atlantis The Royal é o mais novo deles e fica ao lado do tradicional Atlantis, The Palm. 
São propriedades diferentes, embora façam parte do mesmo complexo e compartilhem algumas experiências.

Inaugurado em 2023, o Atlantis The Royal tem 795 quartos e suítes, 17 restaurantes, uma praia privativa de 2 km, piscinas, spa e uma arquitetura marcada por grandes blocos horizontais que se estendem pela Palm Jumeirah.

A gastronomia é um dos destaques, com restaurantes como Dinner by Heston Blumenthal, Nobu by the Beach, Estiatorio Milos, La Mar, Ariana’s Persian Kitchen e Carbone Dubai.

Para completar, os hóspedes têm acesso ao Aquaventure World, um dos grandes atrativos do complexo Atlantis, com parque aquático, atrações para diferentes idades e o Lost Chambers Aquarium.

O resultado no ranking também mostra uma trajetória de ascensão: o Atlantis The Royal estreou na lista em 2023, na 44ª posição; chegou ao 9º lugar em 2024, ao 6º em 2025 e agora alcança o 4º lugar entre os melhores hotéis do mundo.

📍 Atlantis The Royal | Palm Jumeirah, Dubai

#Travel3 #Dubai #AtlantisTheRoyal #PalmJumeirah #dubaihotels
A Costa Rica também se conhece à mesa! Ao longo A Costa Rica também se conhece à mesa!

Ao longo da viagem, provei pratos do dia a dia, receitas de família, frutos do mar, cervejas artesanais, queijos produzidos nas montanhas, cafés de altitude e até vinhos cultivados em território tropical.

Do gallo pinto ao menu contemporâneo do Silvestre, dos tamales preparados em casa aos queijos do Vale do Chirripó e aos vinhos de Dota, cada experiência contou um pouco mais sobre o país.

A Costa Rica não muda apenas de paisagem. Muda também de sabor.

A matéria completa já está no Travel3. 
Link na bio.
🍽️🇨🇷
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Nem só de mar vive a Costa Rica. 🇨🇷 Depois Nem só de mar vive a Costa Rica. 🇨🇷

Depois das baleias no Pacífico, vieram cachoeiras, preguiças, florestas, chuva, aves e as terras altas de Dota, com temperaturas próximas dos 10°C.

Foi isso que mais me surpreendeu no país: em poucas horas de estrada, tudo muda — a paisagem, o clima e até a forma de observar a natureza.

O mar é espetacular. Mas é apenas uma das muitas versões da Costa Rica.

Pura Vida. 💚🇨🇷
O esperado encontro com uma baleia-jubarte no Pacífico da Costa Rica!

Ela surgiu ao lado do barco, e esse momento ficou pra eternidade! ❤️🐋🇨🇷

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