ETIAS deve entrar em operação no fim de 2026 para viagens de curta duração ao Espaço Schengen
A boa notícia primeiro. O brasileiro continua entrando na Europa sem visto para viagens de turismo e negócios de curta duração. Nada disso muda. O que chega provavelmente no fim de 2026 é uma autorização eletrônica que deverá ser solicitada antes do embarque, e é melhor conhecê-la agora do que descobri-la no balcão da companhia aérea.
O ETIAS é o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem. Não é um visto, mas uma autorização eletrônica que os países do Espaço Schengen passarão a exigir de viajantes brasileiros, argentinos, canadenses, japoneses e cidadãos de mais de 60 países. A lógica é semelhante à de sistemas já adotados por outros destinos: o viajante faz um cadastro antes da viagem, as informações são verificadas e, se aprovado, recebe autorização para entrar na Europa.
O cadastro é todo online e custa 20 euros, pago no momento da solicitação. A autorização fica vinculada ao passaporte e vale por três anos, ou até o passaporte vencer, o que vier primeiro. Ou seja, paga-se uma vez e viaja-se várias dentro desse prazo. Menores de 18 anos e maiores de 70 são isentos da taxa.
Período de transição exige atenção
O ponto que exige atenção é o calendário. Após o início das operações, previsto para o último trimestre de 2026, a União Europeia deve adotar um período de transição e adaptação antes da obrigatoriedade total do sistema. As regras definitivas e o calendário oficial ainda serão confirmados.
Para quem já tem viagem marcada para a Europa no fim de 2026 ou em 2027, o ETIAS não é um obstáculo. É barato, é rápido e dura três anos. Mas é mais um item na lista, e item esquecido vira dor de cabeça no aeroporto. O melhor a fazer é tratá-lo como se faz com o seguro-viagem: resolver com antecedência e não pensar mais no assunto.
Vale uma ressalva para não confundir. O ETIAS é a autorização de viagem. Ele anda ao lado de um segundo sistema, o controle biométrico de entrada e saída nas fronteiras europeias, que é outra coisa — registro de impressões digitais e foto na chegada, sem cadastro prévio. São dois mecanismos distintos, e a Travel3 vai tratar de cada um com clareza.




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