Além de polêmico, o sistema tecnológico Uber tem sido motivo de controvérsias em vários lugares, liberado em alguns, proibido em outros, motivos de elogios e discórdias em várias partes do mundo. Na China, um fato curioso e até inédito em um modelo de negócio que vem apresentando tantos resultados: a empresa americana responsável pela plataforma, assumiu que o seu desembarque não foi positivo no extenso mercado chinês e suas atividades serão adquiridas pelo principal competidor, a companhia Didi Chuxing, o gigante asiático, que vai absorver a participação acionária.
O anuncio foi feito nesta segunda, justamente por Travis Kalanick, um dos principais executivos e fundador do Uber. Reconheceu que os prejuízos de quase 1 bilhão de dólares por ano, justamente pela feroz concorrência da Didi, rival que recebeu uma injeção de capital da Apple.
As duas empresas terão esta concordância através do acordo estratégico. A Didi adquire todos os ativos da Uber China, marca e operações, ficando com a empresa norteamericana somente 5,89% do valor total da empresa e mais 17,7% da Didi Chuxing, como anunciado por Cheng Wei, seu fundador e presidente.
Ao confirmar a fusão, Kolanick afirmou que ‘como empresário, aprendi que para ter êxito, consiste muito mais em escutar a cabeça antes de seguir o coração’. Referia-se ao fato do alto investimento que as duas empresas realizavam individualmente e agora se unem para ter benefícios. 'Ser rentável passa a ser um caminho único', completou.
Ambos consideraram que o acordo vai melhorar a situação geral do setor no mercado na China, com grande contribuição para os índices de sustentabilidade, além da valorização da nova empresa constituída.
A Didi tem um público usuário de 15 milhões de condutores e cerca de 300 milhões de usuários registrados e pretende continuar também a sua expansão de estratégia internacional, na fase atual por grande parte do continente asiático.
De acordo com as normas fixadas recentemente pelo Ministério de Transportes da China, as empresas de transporte colaborativo como a Didi, não tem a obrigação de manter sua própria frota de veículos, mas todos os condutores deverão solicitar uma licença de operação agregada ao suporte da companhia. Para prestar serviços, os veículos não poderão ter mais de oito anos
A Didi Chuxing alcança os US$ 28 bilhões enquanto a valorização da Uber na China poderá subir para US$ 8 bilhões, juntas as duas chegando a US$ 36 bilhões






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