SÃO PAULO – Laércio Benko Lopes não é mais o secretário estadual de turismo do Estado de São Paulo. Sua exoneração foi publicada no Diário Oficial da sexta (1 de setembro), colocando ponto final em uma série de especulações que já rodavam pelo Palácio dos Bandeirantes com inúmeras acusações contra as atitudes do discutido personagem.
São Paulo deixa de ter assim o que praticamente já não tinha faz tempo. O ultimo ato de Benko foi a briga partidária no PHS (Partido Humanista da Solidariedade), em sua tentativa de golpe contra o presidente nacional da legenda, Eduardo Machado.
Sempre mais preocupado com as questões políticas, Alkmin aproveitou a ocasião e mandou ver, Benko perdeu o cargo como também seu chefe de gabinete e assessores diretos. Assume o expediente da Secretaria de Turismo o adjunto da Casa Civil, Fabricio Arbex.
Benko tinha um ano como secretário, nomeado em agosto do ano passado. O seu irmão recentemente foi exonerado da prefeitura regional da Lapa, na capital, acusado de envolvimento político contrário.
O turismo do estado mais rico do Brasil tem um tratamento ridículo em termos de projeção e ação. Se reclamamos sempre da falta de uma política de governo para o Pais, no caso de São Paulo ela é maior ainda. As escolhas para a secretaria geralmente tem este principio de que a política é o interesse maior. Em alguns casos, o unico.
E aí vem a combinação que não existe, dificilmente turismo e política andam juntos pelo mesmo caminho e de mãos dadas. Benko, da área de direito tributário, e que já foi vereador, pretendia eleger-se deputado e no cargo tentava projetar sua candidatura.
No caso desta ultima e desastrosa gestão, as acusações de que Benko queria produzir em causa própria e politicamente junto a muitas regiões, invadindo nichos de deputados estaduais, era um assunto comum no ambiente da Assembléia Legislativa.
Ultimamente estes choques aumentaram e era visível o desconforto da situação. Para o trade turístico, embora contasse com os apoios daqueles que sempre se dependuram em cargos e posturas, Benko praticamente não existia.
No turismo em si, aquela ladainha. Não entendia praticamente nada e não atuava com o mínimo de condição profissional. Como sempre, prá variar e confirmar a rotina sequente, São Paulo continuava com uma secretaria somente no papel. Deu nisso.




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