Uma transformação que está se tornando visível a cada dia nos meios do turismo e que ainda tem muito a mostrar. Assim pode-se explicar a ultima revelação sobre o Airbnb que não se contenta mais em ter as milhares de casas, apartamentos e unidades de hospedagem, e agora já está apontando para o mercado das viagens aéreas.
O serviço de compartilhamento está olhando para entrar no domínio das OTAs, competindo diretamente com grandes do setor como Expedia, Priceline Group Inc. e Decolar. No mês passado, uma exposição feita pelo pelo CEO Brian Chesky, revelou uma nova interação do site com um ícone de avião na página. Foi um sinal.
Pode ser o indicativo do lugar onde o Airbnb pretende fornecer sugestões para as melhores opções de tarifas aéreas com base no preço, tempo de viagem e as condições meteorológicas esperadas. Na questão das reservas, o Airbnb poderia adquirir uma OTA ou simplesmente trabalhar em estreita colaboração com algum fornecedor de dados sobre informações tarifárias.
Pode ser um caminho natural. O Airbnb lançou recentemente o Trips (TravelPulse Patrick Clarke), produto que permite ao viajante-hóspede experimentar reservas de passeios e experimentar outras aventuras.
Estas novidades já estão disponíveis dentro do app do Airbnb
Encontram-se em três áreas especificas: Homes (Casas), Experiences (Experiências) e Places (Lugares). Em Homes, continuarão sendo oferecidas as casas ou cômodos para hospedagem.
Inicialmente, as cidades que terão suporte para experiências e lugares serão 12: Detroit (EUA), Londres (Inglaterra), Paris (França), Nairóbi (Quênia), Havana (Cuba), São Francisco (EUA), Cidade do Cabo (África do Sul), Florença (Itália), Miami (EUA), Seul (Coreia do Sul), Tóquio (Japão) e Los Angeles (EUA).
O plano é estar em 60 cidades até o próximo ano. Entre as cidades disponíveis no Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro. O objetivo é que qualquer cidade cadastrada no Airbnb ofereça atividades locais para os viajantes.
“Quando você vai viajar, constantemente faz coisas que pessoas locais não fariam”, comentou Brian Chesky, co-fundador e CEO do Airbnb.
O projeto Flights deverá passar pela construção de uma ferramenta própria e a aquisição de uma operadora ou agência de viagens ou o licenciamento de dados para acrescentar à marcação de voos, o aluguel de carros e experiências como carros sem motoristas, um polêmico processo que está em curso na cidade de San Francisco, na Califórnia.
Os planos gigantescos do Airbnb para o futuro já incluíram o recente negócio como agregador de experiências – restaurantes, espetáculos e eventos. E são os números que surgem para acelerar este processo, em escala mundial.
Neste final de ano, pelo menos dois milhões de viajantes vão ter serviços de hospedagem com as reservas do Airbnb, em mais de 200 destinos, em casas alugadas através da plataforma, o que significa o dobro de hóspedes considerados no Natal de 2015.
A maioria dos registros estão nos Estados Unidos (Nova York), França (Paris), Austrália, Espanha e Grã-Bretanha. Entre novos locais ganham destaque Havana (Cuba), Queenstown (Nova Zelanda), Fukuoka-shi (Japão) y Cancún (México).
Como novidade deste ano os viajantes terão, além de hospedagem, a oportunidade de viver algumas das 500 experiências disponíveis em 12 cidades.
O preço médio das reservas para o final do ano é de US$ 95 por noite e isto deverá render US$ 32 milhões em Nova York, US$ 21 milhões em Londres. No total, entre as cinco principais metrópoles, a estimativa é do ingresso de mais de US$ 90 milhoes.









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