Em emocionante cerimônia, o primeiro ministro japonês Shinzo Abe iniciou sua visita de dois dias à base naval de Pearl Harbor, no Hawai. Apresentou suas ” sinceras condolências às almas eternas daqueles que perderam suas vidas aqui .”, referindo-se ao ataque de 75 anos atrás.
O ataque aéreo japonês contra a frota norte-americana a partir da ilha de Ohahu, no coração do Oceano Pacifico, planejado e realizado minuciosamente, foi determinante para a entrada dos EUA na II Guerra Mundial e um dos maiores acontecimentos entre os conflitos armados em toda a história.
1941. 7 de dezembro, madrugada, a primeira onda de aviões decolou do porta-aviões Shokaku. Endossado pelo Imperador Hirohito, o arsenal militar japonês apresentava-se com 6 porta-aviões, 11 navios de grande porte, 440 aviões e instruções determinadas.
Os americanos foram inteiramente surpreendidos e não têm tempo para lançar uma contra-ofensiva. 155 aeronaves foram destruídas no chão, o campo de pouso danificado, os navios da VIIa. frota atingidos, três afundados. Entre mais de 2,4 mil vitimas do lado americano, 1.177 soldados. Entre os japoneses, somente 60, mais a perda de 29 aeronaves e 5 mini-submarinos. Às dez horas, tudo estava acabado e o mundo começava a mudar no significado e ambiente do seu maior conflito.
A vitória japonesa em um ataque surpresa coordenado pelo famoso almirante Yamamoto foi um alimento que os americanos tiveram como manancial para o ingresso definitivo na guerra e abriu a frente do Pacífico, com batalhas que renderam em diversas frentes – da militar à cinematográfica.
Um confronto que foi acabar quase quatro anos mais tarde por outro bombardeio, outro massacre em grande escala, nas bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki.
Como um extenso filme histórico, os anos se passaram, a reaproximação entre os dois países teve a passagem pela intensa presença norte-americana no arquipélago japonês. Na réplica turística, quando os japoneses ‘invadiram’ novamente o Hawaii, época onde viajar para a região nos finais de semana era um programa habitual. Honolulu parecia uma filial de Tóquio e os japoneses, com o yen em alta, compravam e consumiam de tudo.
Ainda agora, com a temporada turística em pleno andamento, Honolulu e o Hawaii tem muitos lugares de memórias e intensamente visitados, as ilhas contam com um contingente de descendentes japoneses.
Sete meses após a visita conjunta a Hiroshima, a primeira cidade japonesa vitima do fogo nuclear, os mandatários executivos do Japão e Estados Unidos voltaram a se reunir, na cerimônia realizada no USS Arizona Memorial, construído sobre os destroços enferrujados do navio de guerra que foi afundado no ataque a Pearl Harbor e que colocou a base naval em estado de choque.
Esta foi a primeira vez que um alto governante japonês visita o USS Arizona Memorial, construido na década de 1960.
Congratulando-se com a memória de “todos os homens e mulheres que perderam suas vidas em uma guerra que começou nesse mesmo lugar”, Abe não pediu desculpas, mas exortou para “nunca mais repetir os horrores da guerra “e apresentou suas sinceras condolências
“Nações e povos, não podemos escolher a história que herdamos mas podemos escolher as lições que tiramos”, respondeu o presidente dos EUA, advertindo contra as perigosas engrenagens das guerras e salientando que a aliança entre Tóquio e Washington “nunca foi mais forte como nos dias atuais.” Obama completou dizendo estar enviando uma mensagem para o mundo de que há “mais a ganhar com a paz do que a guerra.”
Foi após o ataque a Pearl Harbor que o Congresso dos EUA declarou oficialmente a guerra ao Japão.






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