Paris quer brilhar em uma ofensiva de charme para trazer mais visitantes e turistas de volta para a cidade. Em síntese, quer reacender o ‘caso de Amor eterno do turismo com a Cidade Luz’.
A região da capital francesa perdeu um bilhão de euros por mês em receitas turísticas nos primeiros oito meses do ano, resultado dos ataques terroristas no ano passado e das inundações em 2016. Entre janeiro e agosto deste ano, houve um milhão a menos de visitantes.
A ofensiva de recuperação prevê ações diversas e entre elas estão incluídas: um bilhete único para o transporte público e entrada para os principais locais turísticos de modo conjugado; ter voluntários estudantes que falam Inglês como estagiários remunerados implantadoS em locais turísticos para ajudar os visitantes; A mudança de ‘estado de emergência’, um termo intimidante, para “estado de alta segurança”; Delegacias móveis para pontos turísticos a partir de janeiro próximo; uma campanha conjunta de e para promoção da atividade na região, com aplicação de 23 milhões de euros no orçamento de 2017: e um site ‘bem vindo à região de Paris’ que vai reunir informações e serviços, a ser lançado na metade do próximo ano.
Outros aspectos de infraestrutura previstos indicam Uma melhor iluminação dos monumentos, um novo grande centro de recepção na Torre Eiffel e a promoção dos bairros menos conhecidos entre as 59 medidas apresentadas pela Prefeitura de Paris para relançar em seis anos o turismo, de marcas recordistas anuais, sensivelmente debilitado desde os atentados do ano passado.
O plano consiste em aumento na faixa anual de 2%, crescer o número de visitantes e gerar um turismo “sustentável” a longo prazo, além de um relançamento de forma conjuntural, afirmou o responsável de Turismo da Prefeitura, Jean-François Martins.
Apesar de ter sofrido uma baixa anual de 11% no número de visitantes entre janeiro e outubro, Paris continua grande destino turístico e pretende terminar o ano com 23 ou 24 milhões de visitantes.
A Prefeitura uniu suas forças com o governo central e grandes comerciantes para impulsionar a indústria que representa a cada ano cerca de 40 bilhões de euros e gera quase 524 mil empregos.
Além de consolidar os grandes lugares de interesse da cidade, trata-se de desenvolver um turismo mais pontual e romper com a ideia de que “Paris é um destino atemporal”. Deste modo, a municipalidade se compromete, por exemplo, a realizar um grande evento esportivo a cada ano e a sediar um maior número de congressos (um terço dos visitantes que visita a cidade vai por negócios).
Também está prevista a criação de um pavilhão dedicado aos jovens chefs, além de uma parceria com a vizinha cidade de Rungis, para a criação da futura “Cidade da gastronomia”.
Martins ressaltou a necessidade de um crescimento “harmonioso” com implicações também na questão da moradia, em trabalho conjunto da Prefeitura com o Airbnb para a solicitação a cada particular que deseje alugar sua residência através da web.
O município deve, além disso, aumentar a acessibilidade para as pessoas com mobilidade reduzida, continuar com o reforço da segurança e aumentar os dispositivos de limpeza, segundo as novas diretrizes. Martins informou ainda que Paris é a cidade com maior número de lixeiras do planeta, mas que pode ter problemas de limpeza porque se trata da “quinta cidade com maior densidade de população do mundo”.
Com o título de “Esquema de desenvolvimento turístico 2017-2022”, o plano estratégico será homologado neste mês, confirmou a líder do conselho regional Valerie Pécresse. Ela visitou Tóquio, Seul, Nova York e Boston para discutir com profissionais de turismo e investidores, os detalhes gerais deste plano






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