LONDRES – Uma reviravolta nas tendências das ultimas 24 horas e a população do Reino Unido preferiu o ‘NÃO’ na votação do referendo, e a vitória dos que preferiram a saída foi confirmada por volta das 02h15 desta madrugada.
Em numeros oficiais, 17.410.742 eleitores optaram pelo NÃO, com um percentual de 51,9% do total. O SIM recebeu a votaçao de 16.141.242 eleitores.
O chamado ‘Brexit’ vai mudar a Europa. O resultado se definiu quando a apuração alcançou 16,9 milhões para a saída, 52% do total, enquanto a permanência obtinha 15,8 milhões de votantes. Ainda não era o resultado final mas já definia um resultado indiscutivel. Dificuldades e temores marcaram o amanhecer londrino depois de um dia totalmente histórico, acompanhado com atenções e expectativa pelo mundo inteiro.
O plebiscito chamou a atenção mundial e terá a influência de um desligamento do bloco com consequências econômicas e sociais. Negociações serão feitas durante dois anos, mas será um processo diplomático e político que terá influências em todos os segmentos – incluindo a indústria turística.
Uma reação negativa no sistema econômico foi imediata. As bolsas asiáticas reagiram com quedas seguidas, a de Tóquio chegou a -8% e suspendeu seus trabalhos. Hong Kong abriu com queda de -4%. Esta sexta antecipa um dia difícil e tanto o euro como a libra deverão ter oscilações negativas. A moeda inglesa chegou a ter o seu valor mais baixo desde 1985.
Especialistas econômicos chegam a apontar que o PIB do Reino Unido poderá ter uma queda de 3% neste ano, sempre em consequência do resultado que a vontade popular britânica definiu.
As consequências deste resultado poderão acelerar processos que já ganham corpo em outros países da União Européia e separações, casos apontados na França e Holanda. No caso da Espanha, deverá reacender a questão interna da Catalunha. A Itália também poderá ter reações neste sentido.
O governo inglês não é obrigado a sair em função do resultado da disputa In e Out. Porém, deverá respeitar a decisão da população e isto poderá provocar, inclusive, a demissão do primeiro-ministro David Cameron.
E NO REINO UNIDO ?
A principal força para o Não teve o norte da Inglaterra como decisivo, a grande maioria no Pais de Gales, mas a reação do resultado pode significar o incentivo para que a Escócia mobilize novamente a tentativa de separação, pois o pais mostrou preferência acentuada pela continuidade na União Européia, mesma posição da Irlanda do Norte.
A votação pode muito bem ter um desdobramento e ser o fim do Reino Unido da forma como é.. Depois da lider do governo da Escócia ter dito que deseja continuar na UE, o dirigente Sinn Fein, já anuncia um pedido de plebiscito sobre a unificação das Irlandas.
Curiosamente, no futebol, as quatro seleções britânicas que participam da EURO 2016 e pela primeira vez se classificaram para as quartas de final, a partir deste sábado estarão envolvidas em jogos que terão uma atençao extra.
O futebol ingles, entra em um estado de preocupação maior, por contar com cerca de 400 jogadores de outros paises da Europa entre as suas ricas e poderosas equipes. As leis trabalhistas serão uma questão a mais com o 'Não'. Para que se tenha uma idéia geral, a Liga Inglesa recomendou que todos os clubes principais fizessem campanha junto aos seus torcedores para a permanência na União Européia. Não adiantou.
E a torcida podera ficar sem os seus clubes na Champions League, justamente quando o Leicester conquistou este direito








![Validate my RSS feed [Valid RSS]](https://travel3.b-cdn.net/site/wp-content/uploads/2020/03/valid-rss-rogers.png)