Anuário BLTA 2026 mostra crescimento das equipes, valorização da mão de obra local e altos índices de satisfação dos hóspedes
O Anuário BLTA 2026, estudo da Brazilian Luxury Travel Association (BLTA) em parceria com o Centro Universitário Senac, mostra o peso do capital humano na hotelaria de luxo brasileira. Com dados referentes a 2025, o levantamento aponta crescimento das equipes, maior presença de profissionais locais e índices elevados de satisfação dos hóspedes.
Os meios de hospedagem associados à BLTA empregam cerca de 8,9 mil profissionais, ante 7,7 mil em 2024, e realizaram 3.897 contratações ao longo de 2025. Do total de funcionários, 60,9% nasceram na região onde trabalham, enquanto 71% dos hotéis contratam mão de obra local.
A relação entre equipes e tamanho dos empreendimentos também chama atenção. A média geral é de 2,76 funcionários por unidade habitacional (UH). Nos hotéis médios, a proporção chega a 3,76 profissionais por UH, enquanto nos pequenos é de 3,18. Entre os grandes, o índice fica em 2,23.
“Os números do Anuário 2026 confirmam algo que o mercado brasileiro já percebe na prática: o luxo contemporâneo não se sustenta apenas em infraestrutura impecável, mas na qualidade das relações humanas que se constroem em cada estadia. Investir em pessoas – em formação, em carreira, em pertencimento – deixou de ser um diferencial para se tornar condição de competitividade”, afirma Camilla Barretto, CEO da BLTA.

Qualificação e satisfação dos hóspedes
O levantamento mostra que 82% dos empreendimentos treinam e desenvolvem colaboradores e 74% oferecem plano de carreira. Entre os principais treinamentos estão os comportamentais e de desenvolvimento de liderança, citados por 41 empreendimentos, seguidos pelas práticas de sustentabilidade, com 39 menções.
A percepção dos hóspedes acompanha esse cenário: entre os 59 empreendimentos respondentes, 54,2% registraram nota média de satisfação entre 9,5 e 10, enquanto 39% ficaram entre 8,5 e 9,4. Somadas, as duas faixas representam 93,2% da amostra.
O perfil da demanda também aponta para a busca por serviços personalizados. O viajante independente representa 80% dos hóspedes, enquanto bem-estar, spa e relaxamento aparecem em 93% dos empreendimentos; gastronomia de alto padrão, em 87%; e personalização dos serviços, em 65%.
A atuação também alcança os territórios onde os hotéis estão inseridos. Em 2025, 42 meios de hospedagem e oito operadoras associadas apoiaram 190 projetos socioambientais, com iniciativas voltadas principalmente ao desenvolvimento socioeconômico, à educação e à conservação ambiental.
“O turismo de luxo brasileiro tem uma vantagem competitiva que não se replica: a nossa hospitalidade. Quando combinamos essa vocação natural com treinamento, método e valorização das pessoas que vivem nos destinos, criamos algo que nenhuma rede internacional consegue importar. O futuro do luxo é relacional”, conclui Camilla Barretto.





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