Em uma reação sem precedentes a nível global, uma comoção mundial se estabeleceu em consequência do atentado terrorista da madrugada de sábado na boate Pulse, em Orlando. O domingo, 12 de junho, teve atos de solidariedade na cidade, por várias outras localidades norte-americanas – San Francisco, Boston, San Diego, Nova York e durante a parada realizada em Los Angeles – para citar algumas das principais.
Os gestos de apoio também foram observados em outros lugares no continente latino-americano como no México, Guatemala, Santiago do Chile e São Paulo onde um ato foi realizado na avenida Paulista.
A OTAN – organização do Tratado do Atlantico Norte –manifestou-se dizendo que a matança de Orlando foi um ato contra as sociedades livres e reafirmou sua disposição de luta contra o terrorismo mundial.
A administração publica de Orlando está solicitando aos seus cidadãos que se abstenham de criar memoriais e organizar vigílias nas imediações do local do trágico acontecimento. A solicitação prende-se à disponibilidade de recursos para que o poder publico local possa se dedicar aos trabalhos de atendimento às vitimas, fatais e ainda hospitalizadas.
A prefeitura identificou como o local para as manifestações no espaço verde diante do centro de artes cênicas Dr. Philips. Boa parte das atividades da cidade ligadas ao entretenimento não funcionou neste domingo e isto deverá prolongar-se ainda pelos dias de hoje e amanhã.
Cerca de 300 mil brasileiros moram na Florida e 50 mil deles tem residência em Orlando, entre eles muitos frequentadores da Pulse, que era o local preferido da comunidade latino-americana na cidade. Felizmente, até o momento, o consulado brasileiro na Flórida não registrou nenhum nome entre as vitimas reconhecidas.
O autor dos disparos já havia sido investigado duas vezes por ligações com o terrorismo e inclinações manifestas. Aos 29 anos, trabalhava como segurança e vivia com o filho menor (fruto de um segundo casamento), em um modesto apartamento na cidade de Fort Pierce, onde também frequentava o centro islâmico. Sua ex-mulher, Sidora, o descreveu como um homem mentalmente perturbado, irascível e com tendências para a violência.
Os registos públicos da Florida confirmam que Omar possuía uma licença para porte de arma em público e uma licença de segurança, para uso em um centro de reabilitação para jovens delinquentes e desde 2007 em das maiores empresas de segurança do país (que trabalha também para o governo federal), a G4S.






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