Milhões de pessoas em todo o planeta estarão com atenções voltadas hoje para a cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016. Além das atrações e das manifestações artísticas, a tecnologia terá destaque na festa do Maracanã que vai unir centenas de nações.
O video mapping, que é a capacidade de se adaptar um material de vídeo à estruturas volumétricas, fará parte desta celebração
Quem explica sobre o vídeo-mapping é a designer Lina Lopes, especialista em projetos de mídias digitais e mestranda Pós-Graduação em Design na faculdade Anhembi-Morumbi (SP): ‘é algo como projetar uma manga de camiseta, por exemplo, o tecido é plano e todo o pensamento de quem vai confeccionar parte deste material a envolver um braço que tem espessura, volume e curvas. O video seria o tecido e o braço o suporte para a projeção. Então, os desafios são como produzir um material que encaixe sobre as edificações e outras superfícies irregulares e que ainda por cima dialogue com as formas desta fachada. Nem todos os video mappings são em grande escala, é possível fazer este tipo de trabalho também em espaços internos como design de interiores em casas, escritórios e museus por exemplo.
Mais impactante ainda é quando estes elementos agigantados da projeção dialogam com a escala do corpo humano. E esta é a aposta da abertura das olímpiadas, fazer um jogo entre o corpo de baile da abertura e sua coreografia com a dinâmica de imagens e luzes que um vídeo mapping pode proporcionar.
O fascínio de ter o campo visual imerso em imagens que tomam todos os sentidos são ampliados quando há um corpo humano de comparação para a escala. Além de ser desafiador para quem produziu o mapping, é um desafio para o coreógrafo e o diretor geral fazer estas linguagens diferentes conversarem.
A Olimpíada no Brasil será a primeira a primeira a ter um video mapping em sua abertura, pois esta é uma tecnologia isso é muito recente. E, também, porque os profissionais envolvidos na criação também precisam ter um repertório. Tem pouco mais de uma década de vídeo mapping disponível no mercado, e como toda tecnologia, ela tem de ganhar a confiança dos seus usuários até que finalmente se possa fazer um evento desta dimensão.
A maior parte da projeção é a pino, sobre o piso, mas o diferencial e o auge deste video mapping das olímpiadas deve mesmo ficar por conta do efeito da tela e a sincronia com as luzes. Esta tela parece holográfica quando mostra as silhuetas dançantes e se torna mágica quando ela mesma se torna um elemento da coreografia.
O segundo ponto forte do ponto de vista do video mapping, é a sincronização das luzes com as cores da projeção. Esta técnica é relativamente recente, os softwares e a programação e a tecnologia LED permitem o diálogo e fontes de vídeo podem controlar as cores e mesmo o movimento das luzes. E o mais importante, que talvez poucos saibam, os artistas são brasileiros.
O Brasil é um dos países que mais usam a técnica e que mais se apropriaram da linguagem em todas as escalas. Nossos artistas de video mapping são muito bem vistos no cenário internacional. A abertura das olímpiadas comprovará isso.





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