Os trens de passageiros começaram a circular neste domingo (11), pelos 57,1 quilometros do túnel que levou 17 anos para ser construído e terá um tempo de trajeto de 17 minutos para os trens nas composições de alta velocidade. O percurso entre Zurich e Milan, com muito conforto, tem agora 3h30 horas.
Cerca de 260 trens de mercadorias e 65 de passageiros deverão passar diariamente pelo túnel a partir de agora.
A viagem inaugural do Gotthard foi a 1 de junho, repleto de autoridades como o presidente da confederação suíça, Johan Scheineider, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês François Hollande e o então primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi. Afinal, o tunel é uma contribuição geral de integração no transporte de uma grande parte da Europa.
A primeira partida na manhã do domingo foi da estação central de de Zurique, e muitos os passageiros compartilharam o entusiasmo nas redes sociais, mostrando os bilhetes para o trajeto.
O túnel que custou mais de 10 bilhões de euros – começa em Erstfeld, no cantão suíço de Uri, e termina em Bodio, no cantão do sul, Ticino, onde se localizam as cidades de Lugano e Lucarno.
A partir de agora, com esta abertura, o trajeto pela Europa vai ganhar tempo e mais um atrativo nesta linha ferroviária cujo percurso total começa no porto holandes de Roterdam, e termina ao sul, em Génova, na Itália.
Trata-se de uma “obra-prima” da engenharia: o Gotthard foi concebido para durar um século e faz parte de um projeto suíço de infraestruturas no valor de 23 bilhões de euros, para a travessia de passageiros e mercadorias por baixo da cordilheira dos Alpes, que divide o norte e o sul da Europa.
No ponto onde atinge maior profundidade, o Gotthard vai até 2,3 quilómetros debaixo da terra, com temperaturas até 46 graus. A obra foi concluída dentro do prazo e sem qualquer faturamento extra ou aumento no orçamento.
Tem trajetória plana e sem curvas, o que possibilitará maior economia com as locomotivas. Para perfurar a montanha, os engenheiros explodiram 73 tipos de rochas diferentes, e foram escavadas mais de 28 mil toneladas de pedra. Infelizmente, nove trabalhadores morreram durante as obras.
Atualmente, já existe um túnel rodoviário que passa por baixo da montanha de Saint Gotthard e tem quase 17 quilómetros, construído na década de 1980. Era o mais longo do mundo e permitiu diminuir o o tempo de viagem entre as cidades suíças de Basileia e Chiasso.









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