MADRI – Uma ocasião oportuna para debater e trabalhar em conjunto. Embalados pelo anúncio dos números da OMT, com o crescimento continental em 4% no ano passado e a expectativa de manutenção e de aumento para 2017, os 12 ministros de Turismo latino-americanos, presentes à feira internacional, aproveitaram a reunião que antecede a Fitur e apresentaram um relato otimista de seus respectivos paises.
Eles participaram da 20a Conferência Ibero-Americana de Ministros e Empresários de Turismo (CIMET), que reúne a cada ano representantes da região com empresários espanhóis do setor para fomentar o investimento. A Espanha é um dos países com maior número de investimentos turísticos na região, tanto na hotelaria como na aviação e serviços.
Os ministros ressaltaram a necessidade de proporcionar a mobilidade de turistas entre os diferentes países e, para tanto, consideraram fundamental melhorar a conectividade em um mundo cada vez mais global. Marx Beltrão, do Brasil, afirmou que o país quer impulsionar o setor após os grandes eventos realizados no Brasil, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, e isto está presente na campanha de promoção internacional que está realizando.
Beltrão, que disse apostar em uma parceria entre o setor público e o privado após a experiência olímpica, afirmou que “juntos somos mais fortes” e defendeu o turismo como um motor que impulsione a economia brasileira diante da crise que o país vem experimentando.
Gustavo Santos, da Argentina (um dos países convidados em destaque na Fitur), disse que o país “voltou a se abrir para o mundo” e deseja facilitar os investimentos estrangeiros. Santos afirmou que existe uma “profunda vocação sul-americana para se integrar como região e se oferecer ao mundo”.
A chilena Javiera Montes considerou que o turismo permite diversificar a matriz produtiva e apostou em políticas para melhorar a conectividade e para simplificar os vistos, de modo a facilitar a chegada de turistas. O Chile registrou 26% a mais em seu movimento do ano passado. Ela também defendeu a promoção do turismo dentro da Aliança Pacífico (organização à qual pertencem Chile, Peru, Colômbia e México) para crescer em mercados distantes, assim como na colaboração com a Argentina, que está desenvolvendo um processo direto com a China.
Pela Colômbia, a ministra Claudia Lacouture defendeu um “turismo em paz”, que permitirá “transformar os territórios em conflito em territórios em paz”, após a assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano e a guerrilha das Farc no ano passado, encerrando mais de 50 anos de violência interna.
Lacouture destacou a importância do turismo para a economia colombiana que já vive um ano de muita expectativa depois do bom desempenho em 2016, com uma das mais altas taxas de aumento.
O Paraguai, com a ministra Marcela Bacigalupo, pediu o “aumento da conectividade interregional” por facilidades nas rotas multidestino, como aconteceu com o recente voo da Air Europa que integra a capital paraguaia a Córdoba, na ligação com Madri.
O México, o 2o país no ranking de turismo da região ibero-americana e que tem como principal cliente os EUA, apostou na diversificação no restante do continente e na Europa. “Trabalhamos para construir pontes, não paredes. Os sul-americanos são nossos principais aliados”, disse a vice-ministra de Turismo mexicana, Teresa Solís.
Cuba, representada pelo ministro Manuel Marrero, mostrou aos investidores espanhóis as mudanças feitas pelo governo para facilitar o investimento, tanto em infraestruturas como em hotéis. “Seguimos apostando no investimento estrangeiro”, disse, ao lembrar a questão do bloqueio americano, que ainda impede Cuba de ter acesso a uma grande fatia do mercado e que vive a expectativa de como será no relacionamento com a era Trump.




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