Brasil e Argentina querem mais turistas do mundo inteiro, de preferência que aproveitem a proximidade e atrativos conjuntos dos dois países. Neste jogo, partiram definitivamente para a ofensiva, e de forma alinhada. Os ministros Marx Beltrão (Brasil) e Gustavo Santos (Argentina), reunidos com o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, definiram as próximas ações conjuntas envolvendo os dois principais países no mercado turístico da América do Sul.
Os turistas que viajam entre ambos deixam cerca de US$ 2 bilhões. Um numero razoável, pouco para o que ambos deveriam arrecadar. Daí a ofensiva conjunta, que já vem se delineando há alguns meses e que teve um primeiro passo estratégico durante esta quarta, primeiro dia da Fitur – que tem os dias profissionais até sexta, já que no sábado e domingo a feira é aberta ao publico.
Os dois países fazem a promoção conjunta do destino “Roteiro das missões jesuíticas”, onde os visitantes poderão conhecer ruínas e saber um pouco mais da história dessas missões instaladas há mais de 400 anos no Sul do Brasil e nos vizinhos Argentina, Uruguai e Paraguai, por padres jesuítas espanhóis. A proposta: organizar caminhadas e passeios ciclísticos num raio de 600 quilômetros, no estilo do famoso Caminho de Santiago.
Lummertz, Santos e Beltrão, acompanhados de Valentin Gilligan, secretário-geral da Presidência da Argentina, definiram um cronograma que envolve quatro pontos de atuação e este é o primeiro. O ministro argentino tentará a presença do Papa Francisco, no lançamento do roteiro, em setembro.
O ministro argentino encaminhará um documento ao Itamaraty pedindo apoio à ideia de estender aos turistas norte-americanos, isentos de visto na Argentina, a possibilidade de passar para o Brasil e ficar alguns dias. “Somos totalmente favoráveis. Para o turismo, em especial da região de Foz do Iguaçu, isso é fundamental. Podemos fazer uma experiência por dois anos. Se der certo, continuamos. Tenho certeza que o Itamaraty vai entender”, salientou Lummertz.
Outra ação é a formação de um grupo bilateral para fazer uma visita de trabalho com a intenção de atrair os turistas chineses. Os 120 milhões de turistas da China são um mercado e tanto. Para o Brasil só vem 55 mil. A Argentina tem um pouco mais e já abriu um entendimento governamental que pode gerar bons resultados.
Brasil e Argentina vão ainda se lançar, de forma conjunta, para sediar a edição de 2018 do Global Tourism Economy Forum, grande evento do setor que, em 2016, aconteceu em Macau, na Ásia.
Além desta identidade em propostas diretas, o Brasil também já assegura apoio integral à intensa promoção que a Argentina está iniciando para o lançamento de sua candidatura como pais sede da Copa do Mundo de 1930, onde pretende realizar um esquema conjunto com o Uruguai.





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