SÃO PAULO – As 21 grandes operadoras do país, as 15 médias e as demais que compõem o grupo de 65 operadoras associadas à Braztoa, foram responsáveis por mais um ano de movimento consistente no turismo, mesmo com todas as peripécias da crise econômica de 2015.
O anuário Braztoa 2017 que foi apresentado no início da noite desta quarta-feira (5 de abril), mostrou o impacto financeiro nacional e internacional nas viagens e pacotes vendidos, com um faturamento geral de R$11,3 bilhões.
Números expressivos considerando-se o período de uma das mais prolongadas recessões do mercado brasileiro. “Temos porque comemorar, embora sem contentamento”, afirmou Magda Nassar
Magda Nassar: “o crescimento de 3% em relação a 2015, números da Braztoa que dão alento ao mercado turístico”
“Podemos até considerar uma boa surpresa”, definiu a presidente Magda Nassar ao cumprimentar vários dos associados presentes reiterando a força das operadoras Braztoa “quem somos e o que nos fazemos”.
Os 5,12 milhões de passageiros foram embarcados no ano passado e 4,1 milhões para destinos no território nacional, indicador que bem reflete a preferência dos viajantes ajustando-se ao ano de crise e alteração do padrão de consumo.
Magda Nassar, atenta à explanação de Santiago Gonçalves, da Inprotur
Assim, as viagens domésticas representaram 81,4% do total, subindo mais de 3 pontos percentuais e representando um faturamento de mais de R$ 7 bilhões. O valor médio dos pacotes foi de R$1.689,00 com aumento de 3,7%.
O emissivo internacional teve 18,6% da demanda, com faturamento de R$ 3,96 bilhões, o que significou uma baixa de 4% neste segmento.
No telão, as logomarcas dos associados Braztoa, entre os quais está a TRAVEL3
Todos os detalhes do levantamento, um autêntico raio X do ano turístico brasileiro estão no site da Braztoa a partir de hoje, com versões em português, inglês e espanhol.
Neste sentido, a direção da Braztoa enalteceu uma vez mais o relacionamento com a Argentina, que continuou consolidando as estratégias, transformando-as em ações, promoções e participação direta com a associação, como no caso da convenção internacional realizada no início de dezembro do ano passado.
O compromisso da Argentina em continuar trabalhando ativamente com a Braztoa e operadoras associadas foi ressaltado por Santiago Gonçalves, da Inprotur – o organismo de promoção argentino.
A CEO Monica Samia e Afonso Louro, diretor-presidente da Visual Turismo, um dos vários associados que prestigiaram a apresentação do Anuário
O Anuário Braztoa também mediu o detalhamento das vendas por região do país. O Nordeste destacou-se uma vez mais, com 67,4% do faturamento das viagens domésticas. O Sudeste veio em segundo com 13,7% depois a região Sul com 12,6% enquanto Norte e Centro-Oeste representaram 6,1%.
No impacto econômico para o turismo interno, o valor de R$ 3,6 bilhões foi apontado para este indicador, uma alta de 6% na soma dos pacotes comercializados com os gastos e extras entre os quais alimentação, transporte, passeios, visitas a locais de entretenimento, compras, etc.
Para os destinos internacionais as operadoras Braztoa enviaram 954 mil passageiros, 25,4% para a América do Sul, idem para a Europa. A América do Norte teve 25,1%. Portanto um equilíbrio bem destacado. Ásia, África e Oceania representaram 24,2% da demanda. Nos números financeiros, o valor médio para os pacotes internacionais foi de R$ 4.158, um aumento de 11,9%.
No site www.braztoa.com.br e também em aplicativos para Apple Store e Android, o anuário acrescenta outros dados mercadológicos, entre eles o impacto das operadoras nas diárias em cruzeiros e hotéis, as tendências do setor, artigos e comentários.
“Nosso setor conseguiu se diferenciar da maior parte dos outros vetores econômicos registrando um pequeno aumento no faturamento. Esperamos que a economia possa registrar crescimento no 2o semestre e que 2017 ainda contabilize bons numeros para o Turismo”, completou Magda, ao encerramento da apresentação e convite para um brinde com bom vinho argentino, comemorativo à parceria. A dirigente também assinalou que fará questão do envio destes números para as autoridades financeiras do governo, especialmente depois do anúncio do corte orçamentário.





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