(*) atualizada às 21h30
O diretor financeiro da Lufthansa, Ulrick Svensson, negou veementemente qualquer intenção de compra da Alitalia. ‘Não cogitamos em nenhuma hipótese’, afirmou durante conferência para apresentação de resultados da companhia.
A Alitalia seguiu durante boa parte do dia de ontem no clima de incertezas. Sem ser estatal, a situação da companhia está nas mãos do governo, a começar pelo pedido formal de intervenção. O Ministério do Desenvolvimento Econômico, através do ministro Carlo Calenda, anunciou no final da noite que a União Européia liberou e o governo italiano fará um empréstimo-ponte de 400 milhões de euros .
Com isso, a companhia que sómente teria caixa até a metade de maio, continuará operando enquanto se processa o trabalho para a venda da companhia. Esta foi a condição estabelecida, ja que o dinheiro do empréstimo tera que ser recuperado pelo governo italiano.
Nos ultimos dias circulou no mercado aéreo internacional a possibilidade de um provável interesse por parte do grupo alemão que detém a melhor situação financeira dentro do ambiente europeu
Até agora também não se registrou uma posição definida da Etihad que tem 49% do capital da Alitalia (os 51% são da CAI italiana), e a única colocação foi de que a empresa de Abu Dhabi não está disposta a investir mais recursos na companhia da Itália, justamente pela insegurança da situação.
O primeiro ministro italiano Paolo Gaudilon voltou a se pronunciar lamentando a crise e decepcionado com a posição dos funcionários da Alitalia que vetaram o pré-acordo que possibilitaria uma nova composição estratégica da companhia para tentar sair de mais uma crise financeira.
As operações de voo da empresa continuam normalmente, inclusive nas rotas para o Brasil. O que é certo na nova opção é que o caminho pontual será realmente preparar o campo de venda da Alitalia, sem poder demorar muito.




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