Ao final da sua primeira semana, a crise entre os países e emirados do Oriente Médio tem como novidade a decisão da Arábia Saudita e o Bahrein que estão proibindo a recepção da da Al Jazeera, que tem sua sede de transmissão em Doha, em todos os hotéis e estabelecimentos turísticos.
A regulamentação foi distribuída no Bahrein pela pela Autoridade de Turismo e Exposições (BTEA) que proíbe todos os estabelecimentos do setor turístico de transmitir qualquer conteúdo da rede. O não cumprimento pode resultar em sérias punições.
Restrições semelhantes aplicam-se na Arábia Saudita, onde a Comissão Saudita para o Turismo e o Patrimônio Nacional ordenou que “todos os canais da Al Jazeera Media Network sejam removidos” e substituídos por canais compatíveis com a televisão oficial da televisão saudita. Hotéis e outras instalações de turismo que não cumpram com a ordem podem enfrentar multas de até US $ 26.000.
Hotéis como o luxuoso Ritz, em Ryad, capital saudita, não podem mais transmitir programas da Al Jazeera nem permitir que seus hóspedes sintonizem a emissora
Os cidadãos da Arábia Saudita também foram proibidos de assistir a Al Jazeera e, ameçados com multas de US $ 2.700 na primeira punição.
Desde o primeiro corte diplomático, a Arábia Saudita emitiu uma lista de dez demandas que o Qatar deve realizar para restaurar as relações, incluindo a Al-Jazeera financiada pelo Estado, que afirma que produz calúnia e “notícias falsas”.
Além de censurar a Al-Jazeera, os residentes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein também devem se abster de expressar qualquer “simpatia” para o Catar nas mídias sociais, ou podem enfrentar severas penalidades.
Nos Estados Unidos, Donald Trump, aparentemente, também desaprova a cobertura da Al-Jazeera, já que recentemente ele bloqueou um repórter de língua inglesa, com base em Doha, Faisal Edroos, de ler qualquer um de seus tweets.





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