A Indústria do Turismo é conhecida por levar qualidade de vida às regiões onde atua.
Até então, turismo era sinônimo de novos empregos, em todas as faixas sociais, afinal, do dono do hotel ao engraxate da esquina, quando o assunto é comércio e serviços, todos saem lucrando com a chegada de turistas.
Entretanto, o século 21 chegou e com ele vieram as novas tecnologias, os aviões gigantescos, a concorrência acirrada que fez os preços das viagens caírem. Como resultado, nunca se viajou tanto como agora e cidades ícones do turismo mundial, como Veneza e Barcelona, ou sites históricos ou naturais, como Machu Picchu, no Peru e as barreiras de Coral, na Austrália, enfrentam a Turismofobia.
Quem sente primeiro os efeitos da Turismofobia é a população.
No começo os moradores ficavam felizes com os turistas, pois significa geração de empregos e melhorias urbanas e culturais.
De repente, o número de turistas cresceu mais do que o que se imaginava, as ruas passaram a ficar congestionadas, ônibus gigantescos passaram a circular pelos centros, dificultando a vida da população.
Pior do que o trânsito, entretanto, é o comportamento dos turistas que se postam diante de locais emblemáticos dessas cidades, motivo de orgulho para os seus moradores, e sem prestar o mínimo respeito para a história daquele lugar, só querem fazer uma selfie para mostrar que ali estão.
É mesmo um paradoxo ver, por exemplo, turistas fazendo pose e sorrisos diante do Museu do Holocausto, em Berlim, ou subindo no pedestal de esculturas para produzir uma foto cheia de malabarismos.
A Turismofobia tem razão de ser e seu impacto, além de extremamente negativo para a Indústria do Turismo, diz muito sobre o comportamento dos turistas, da fome pelo lucro, a qualquer custo e a falta de planejamento urbano que não conseguiu ser visionário o suficiente.




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