Quem não estava neste circuito e a 3 mil quilômetros acima ou abaixo dessa faixa, teve a possibilidade de observar um eclipse solar parcial, em que a lua cobre parte do disco do sol.
O fenômeno foi acompanhado desde a costa noroeste dos Estados Unidos pouco depois das 16h e foi total ao passar pela costa de Oregon, no Oceano Pacífico, às 17H16
Assim, a data de 21 de agosto torna-se histórica com a observação feita na passagem do Eclipse Total. Diversas missões foram realizadas e preparadas, incluindo satélites no espaço, balões meteorológicos, observatórios em solo e telescópios montados em aviões. A bordo de aeronaves, inclusive nos voos comerciais pelos céus de vários estados americanos, o eclipse chegou a durar até 8 minutos.
O próximo Eclipse será apenas na metade do ano de 2019. Foi o segundo deste ano de 2017, quando também pode ser acompanhado em fevereiro, mas não com a intensidade de hoje.
Em Fortaleza, a segunda cidade do Brasil com melhor índice de observação chegou a ter uma concentração de pessoas – cerca de 500 – que se reuniram na praia do Futuro para acompanhar a passagem.
Roberto Costa, professor do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo (USP), chamou a atenção para alguns aspectos : “Existe previsão de eclipses há milênios, mas nem sempre é possível deslocar técnicos e equipamentos para a faixa de totalidade. Muitas vezes, uma parte grande dessa faixa está no mar, em locais remotos ou em regiões conflagradas do mundo. Desta vez, um eclipse total atravessando o país com a maior agência espacial do mundo e, ainda por cima, nas férias de verão. Com certeza, uma oportunidade realmente para ser muito bem aproveitada”.
A animação foi reconhecida. O eclipse mostrou-se no Sol totalmente encoberto pela Lua, tornando visíveis a cromosfera e a coroa solar — a aura que envolve o eclipse e que têm uma luminosidade muito tênue. As forma da coroa, diz Roberto Costa, fornece muitas informações sobre o interior da estrela e seu complexo campo magnético. “O Sol ainda tem muito para ser estudado, e os eclipses totais são muito importantes para esse estudo”, diz o especialista.
Para fazer parte da programação do primeiro eclipse solar total em 99 anos nos Estados Unidos, a cantora britânica Bonnie Tyler realizou uma apresentação ao vivo da canção “Total Eclipse of the Heart“, um dos maiores hits nos anos 1980.
A última vez que um eclipse total ocorreu nos Estados Unidos de costa a costa foi em 8 de junho de 1918, do estado de Washington até a Flórida.
A Nasa realizou a transmissão ao vivo durante todo o dia no site nasa.gov, exibido diretamente em uma das telas da famosa praça Times Square, em Nova York, com milhares de pessoas assistindo.
A transmissão da Nasa foi intercalada entre imagens da lua encobrindo o sol e as reações dos norte-americanos que acompanham o fenômeno em diferentes pontos do país. Na página da agência mais de 400 mil pessoas acompanharam a transmissão do fenômeno. Pelo Twitter o número chegou a 32 mil.
Com tanta movimentação em torno do evento, os preços também foram as alturas. Motéis modestos à beira da estrada em Casper, Wyoming (Oeste) – um dos melhores pontos de observação -, ofereciam um dos seus últimos quartos por mais de 2.100 dólares a noite.
Mas há um grupo que aguarda o eclipse com um entusiasmo especial: os cientistas, que poderão estudar com mais facilidade a região exterior do Sol, conhecida como coroa. Aos 85 anos e com 26 eclipses observados, Donald Liebenberg, cientista da universidade de Clemson na Carolina do Sul, foi um dos mais entusiasmados.
“Quando vejo os primeiros indícios do eclipse total, me impressiona sentir a queda da temperatura, ver que o céu escurece e os pássaros retornam aos seus ninhos”, afirmou, antes de acrescentar, com admiração, que “até os babilônios eram capazes de prever quando e onde um eclipse ocorreria”.
Este eclipse foi considerado um grande evento energético em nosso sistema solar, um dos maiores e mais poderosos. A Terra na posição mais alinhada para receber todos os efeitos, com inúmeros fatores juntos ocorrendo ao mesmo tempo. Um portal com esta mesma identidade teria ocorrido pela ultima vez há 2 mil anos.









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