A Praia da Ponta Verde com águas protegidas por recifes de corais fica na área urbana e é perfeita para os esportes náuticos (Tom Alves/Divulgação)
Das praias mais agitadas, passando por vilas de rendeiras, falésias, dunas e manguezais, o estado de alagoas convida a ir além: navegar pelo Velho Chico, mergulhar em naufrágios em meio a mares turquesas, desvendar a nova cozinha nordestina ou se render ao charme de pousadas camufladas na Mata Atlântica em praias semi-desertas. Confira aqui 5 experiências imperdíveis para celebrar a farta natureza alagoana.
Encare uma queda livre com o Atlântico aos seus pés
A operadora Vertical Speed oferece saltos duplos e cursos de paraquedismo para quem quer experimentar a cidade de um ângulo inusitado (Wendell Teotônio/Divulgação)
Um dos ângulos mais inusitados para comtemplar a orla turquesa de Maceió é em um salto de paraquedas a 3 mil metros de altitude. São 40 segundos de queda livre a 200 km/h e cerca de 5 minutos de voo plainado, uma experiência extasiante que faz com que a adrenalina exale por todo o seu corpo. Para completar a aventura, o visual da orla recortada da capital alagoana margeada de coqueirais é absolutamente inspirador.
Submerja na Piscina do Amor ou em um naufrágio
Para quem prefere aventuras embaixo d'água é possível fazer um batismo em uma piscina natural a 2kms da orla de Maceió (João Schwartz/Divulgação)
Maceió é um dos melhores destinos do Brasil para encarar um mergulho autônomo – com cilindro – e desvendar um universo com formas, texturas cores e um ritmo complemente novos. As águas são claríssimas, aquecidas naturalmente a cerca de 26 graus o ano todo e protegidas por recifes repletos de corais que formam piscinas naturais encantadoras. A dois quilômetros da costa, a Piscina do Amor tem águas rasas e é perfeita para uma primeira experiência com cilindro. Chamada de batismo, essa é a modalidade de mergulho em que o instrutor te conduz até os recifes para avistar a coloridíssima vida marinha local a até sete metros de profundidade. È uma vivência relaxante e que não exige nenhum conhecimento técnico prévio.
Naufrágio histórico da Draquinha é opção para mergulhadores mais experientes que podem flagrar peixes raias, barracudas e tartarugas nas ruínas da embarcação da década de 30 (Juan Cela/Divulgação)
Para quem já é expert e tem certificado de mergulho avançado, o naufrágio histórico da Draguinha é a grande pedida. A sete milhas da costa, abriga inúmeras espécies de peixes, raias, barracudas, tartarugas e até eventuais tubarões.
Saiba mais = www.letsdive.com.br
Se jogue no Velho Chico
Pôr do sol na no cânions do São Francisco, em Olho D'Água do Casado durante trilha realizada com operadora Cadeeiros Ecoturismo (Tom Alves/Divulgação)
Se você tem espírito aventureiro e quer mergulhar na cultura tradicional nordestina, não pense duas vezes antes de encarar a rota batizada de Caminhos do São Francisco. Partindo da histórica cidade de Piranhas, a 240 km de Maceió, o roteiro margeia um dos rios mais emblemáticos do País, passa pelos cânions de Xingó e segue até à foz do Velho Chico, em Piaçabuçu. Na verdade, só a cidade de Piranhas já valeria a jornada rumo ao sertão. Muito charmoso, o destino parece um pequeno presépio com igrejinhas no alto dos morros, gastronomia regional e uma deliciosa vida noturna ao ar livre.
Casario de centro antigo da cidade de Piranhas, tombado como Patrimônio Histórico Nacional (Tom Alves/Divulgação)
Além da arquitetura dos séculos 18 e 19 preservada, oferece várias possibilidades de passeios e mergulhos no São Francisco e guarda segredos de uma das sagas mais intrigantes da história do Brasil. Foi ali, às margens do rio, que uma emboscada deu fim a uma perseguição de mais 20 anos, enquanto Virgulino Ferreira da Silva, o temido e amado Lampião se proclamava rei do sertão. È também de Piranhas que que se parte para os cânions esculpidos há cerca de 60 milhões de anos. Eles formam imponentes avenidas de arenito entre as quais é possível navegar de catamarã ou lancha pelas mansas águas do Velho Chico desaceleradas pela represa de Xingó. A rota segue por entre povoados de artesãos, ilhas, vilas de rendeiras até chegar na foz que oferece visuais e passeios bem autênticos como a trilha jipe por dunas de 40 metros de altura e um sobrevoo sobre o encontro do rio com o mar.
Saiba mais = www.caminhosdosaofrancisco.com.br + www.destinoalagoas.com
Esqueça do zum zum do mundo na Rota Ecológica
São Miguel dos Milagres, com suas areias desertas, coqueiros se debruçando sobre o Atlântico e piscinas naturais de águas mornas (Tom Alves/Divulgação)
Quem avista pela primeira vez as singelas casinhas envoltas por coqueirais ou caminha com água pelas canelas entre as piscinas naturais quentinhas da Praia do Toque mal se lembra que está a menos de 100km de Maceió, um dos destinos mais frequentados do Nordeste. De Barra de São Miguel a Japaratinga, a chamada Rota Ecológica de Alagoas segue por entre vilas de pescadores, alheias ao zum-zum-zum do mundo, ao sabor da maré que sobe e desce transformando completamente a paisagem.
Praia de Carro Quebrado exibe falésias em enseadas acessadas apenas por barco ou trilha (Tom Alves/Divulgação)
Quando recua, é possível fazer longas caminhadas até os recifes imersos em uma paisagem de azul infinito, que integra a segunda maior costa de corais do mundo. Para entrar no ritmo, é preciso se hospedar em pousadas no melhor estilo rústico chique se camuflam entre a mata e o mar com projetos arquitetônicos discretos e integrados à paisagem e um clima absolutamente perfeito para o dolce far niente. Em geral, as pousadas que integram a rota não possuem mais do que sete ou oito quartos, são servidas de cozinhas incríveis comandadas por chefs de diversas nacionalidades que escolheram esse cantinho do mundo para desacelerar o ritmo e cozinhar divinamente bem.
Deguste a gastronomia do mar ao sertão
Tapioquinhas de carne seca com queijo coalho e bacon do Restaurante Picuí dedicado à nova cozinha nordestina (Arquivo Picuí/Divulgação)
Entre os principais atrativos alagoanos estão os prazeres da mesa celebrados na cozinha farta, alegre e diversa de Maceió. Os temperos, iguarias e tradições culinárias da cidade misturam pescados fresquíssimos com as receitas e ingredientes aromáticos do sertão, que ganham valor na mão de chefs premiados. Muitos deles se valem de técnicas apuradas e muita criatividade para projetar a gastronomia nordestina nacionalmente. Um dos destaques da culinária sertaneja é o Carne de Sol do Picuí, comandado pelo renomado Wanderson Medeiros que trabalha receitas tradicionais nordestinas com técnicas internacionais e apresentação sofisticada. Além dos clássicos como como a carne de sol com mandioca na manteiga de garrafa, vale muito a pena arriscar os aperitivos mais autênticos como o dadinho de tapioca om queijo coalho na nata e bacon crocante, ou o coalho em chamas: queijo coalho dourado, coberto com tomate seco e manjericão e flambado á mesa com licor de laranja.
Uma das opções de ceviche de polvo Wanchako, primeiro restaurante peruano do País (Tom Alves/Divulgação)
O sorvete de rapadura também é uma exclusividade da casa. No Wanchako, a irreverente chef Simone Bert apresenta os frutos do mar em delicadas combinações que ela reinventa há 20 anos em um ambiente aconchegante, onde se respira arte inca e autenticidade por todos os lados. A casa nasceu como a primeira do Brasil dedicada à culinária peruana e segue como das melhores. O festival de ceviche é um dos mais pedidos. Para estrear a viagem gastronômica, o triadito wanchakero também não decepciona:lâminas de pescado, curtidos na laranja. Acompanha maionese de polvo e camarões com cebola curtida.
Saiba mais = www.picui.com.br + www.wanchako.com.br
Os repórteres viajaram a convite da Secretaria de Promoção do Turismo de Maceió (Semptur) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas (Sedetur)





![Validate my RSS feed [Valid RSS]](https://travel3.b-cdn.net/site/wp-content/uploads/2020/03/valid-rss-rogers.png)