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CONSUMO DE CAFÉS ESPECIAIS CRESCE E GERA DEMANDA POR MÃO DE OBRA

Enquanto o café tradicional tem crescido cerca de 2% ao ano, os cafés gourmet crescem em média 13%. Dados da Nielsen apontam que os cafés com custo superior a R$12,00 nas embalagens de 500 gramas tiveram um crescimento ainda maior, cerca de 31,1% entre os anos de 2015 e 2016.

Em Belo Horizonte, o cenário não é diferente e o projeto Café da Semana é a confirmação de que o segmento está em franca ascensão. Até 28 de outubro, a cidade sedia um roteiro de 19 estabelecimentos, que oferecem os melhores cafés especiais de diferentes regiões do estado. O circuito faz parte da programação da Semana Internacional do Café, que será realizada entre os dias 25 e 27 de outubro, no Expominas.

“Começamos a primeira edição com oito casas e três anos depois já somos 19, não somente de cafeterias como de outros setores que optaram por investir nos cafés especiais”, explica Felipe Brazza, idealizador da Liga dos Baristas e dono do Café das Amoras.

A Lullo Gelato, participante do circuito, foi uma das casas que percebeu a força dos cafés especiais na hora de diversificar seu mix de produtos e oferecer uma experiência mais completa para o seu cliente. Além das 25 opções do mais puro gelato italiano, desde maio deste ano, a gelateria passou a oferecer também uma carta com 10 rótulos de cafés especiais. “Queremos trazer uma experiência única aos clientes, além de um mix de produtos variado, que consegue agradar a todos; por isso, além do gelato feito diariamente, trouxemos opções muito saborosas e inusitadas cafés artesanais”, afirma Cristiane Temporão, sócia da Lullo.

Para Julia Fortini, sócia da Academia do Café, as pessoas têm buscado mais qualidade e rastreabilidade no café. “O café especial, além de ter uma qualidade superior, busca entender e passar ao cliente final informações sobre toda a cadeia produtiva do café, a história do produtor, o processo de secagem, colheita e região. As pessoas estão vendo esse movimento e notando as diversas possibilidades e oportunidades que o café traz, e, consequentemente, estão apostando no mercado de cafés especiais, seja abrindo cafeterias ou torrefações, por exemplo”.

O barista, profissional especializado em cafés diferenciados, seja na extração do espresso, seja no trato dos mais variados cafés coados e suas inúmeras receitas, tem se tornado cada vez mais requisitado. “Barista não é somente a pessoa que faz o café, ele deve entender sobre toda a cadeia produtiva, desde a produção até a xícara. É um profissional extremamente importante para o café especial, pois é quem faz a ligação do produtor do café com o cliente final, precisa compreender a cadeia para passar toda essa informação ao público”, explica Fortini.

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