Durante a WTM LA 2018, a TRAVEL3 conversou com Jair Pasquini, diretor da Expan + Inteligência em Turismo

A estratégia da Meeting Brasil é apresentar as atrações brasileiras, em forma de capacitações. O público alvo é o agente de viagem e o operador internacional. Além de efetivo, o formato dá capilaridade ao turismo nacional.

Para mostrar as qualidades do Meeting Brasil, a Reportagem TRAVEL3 conversou com Jair Paquini, diretor da Expan +, empresa realizadora do MB.

TRAVEL3 = Jair, as capacitações estão mesmo na ordem do dia. Elas têm mesmo este poder de eficiência e de se infiltrar na mente dos profissionais?

Jair Pasquini = Este é um filão que já vem se adaptando e se transformando de acordo com a resposta dada pelos mercados. Quando foi lançado o MB, a ideia era ainda uma novidade. Sabemos da importância das feiras, mas entendemos que as capacitações são prioritárias. Hoje qualquer pessoa, via internet, pode ter acesso ao material de divulgação de um destino. Já as capacitações demandam planejamento, conteúdo e logística, entre outros atributos. Dentro deste universo qualitativo, nosso foco é divulgar o Brasil na América Latina.

Como funciona o Meeting Brasil?

Nós levamos uma caravana de empresários brasileiros para promover seus produtos no exterior. Estes produtos podem ser serviços, destinos, atrações e meios de hospedagem. Assim, nós fazemos um ciclo. A cada ano criamos uma missão, com um roteiro por países diferentes. Diante da demanda de mercado, estes países podem permanecer em nosso roteiro durante 1, 2 ou 3 anos, por exemplo. Este é um formato que tem dado certo justamente por causa das capacitações e, a partir daí, seguimos com as rodadas de negócio.

Em um ano você percorre quantos países realizando capacitações?

Em 2017 fizemos o Meeting Brasil, divulgando todo o país em Córdoba, Buenos Aires, Lima em Bogotá. Depois fizemos + 5 capacitações em cidades como Montevidéu, Santa Fé, Santiago e Rosário.

Jair Pasquini

Jair Pasquini, da Meeting Brasil, durante a WTM LA 2018 (Foto: Claudia Tonaco)

Este ano nosso objetivo é percorrer 14 cidades para promover o turismo brasileiro. Os países escolhidos são Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Colômbia e Paraguai. Em resumo, todo este mercado localizado abaixo da Colômbia receberá nossos eventos.

E como ficam as feiras de turismo?

É claro que nenhum trabalho nesta área é mais importante que o outro. Na verdade, uma ação fortalece a outra. Feiras e capacitações são ações complementares. O papel do Meeting Brasil é oferecer capacitações de qualidade.

E como a Meeting Brasil cria as estratégias para obter bons resultados?

Nós fazemos um estudo de mercado bem apurado. Não por acaso, em 2018 estamos indo 1 vez a Assunção e 3 vezes a Montevidéu. O motivo é justamente o estudo de mercado. E ele nos mostra que devemos ir também 3 vezes a Santiago do Chile, e ainda visitar Córdoba e Rosário. Estas pesquisas nos mostram o perfil do turista dessas praças e a compatibilidade com as específicas regiões do Brasil.

Esses estudos mostram o outro lado da moeda? Por exemplo, o que os viajantes desejam encontrar no Brasil?

Essas pesquisas mostram claramente necessidades de investimento que precisam ser feitos em infraestrutura. Ainda neste sentido, destaca até a necessidade de criação de rotas aéreas, por exemplo. À partir daí, fazemos um trabalho com o estado e com os órgãos responsáveis. No caso das rotas aéreas, trabalhamos com a Infraero.

Como você vê, a proposta da Meeting Brasil é também fortalecer o mercado. É também agir para que novos serviços, ou serviços mais aprimorados sejam oferecidos aos turistas. É desta forma que a Meeting Brasil atua: criando capacitações e fortalecendo destinos.

Como são feitas as capacitações? É o próprio empresário que apresenta o produto?

Ao mesmo tempo que a tecnologia vem mudando a maneira de interação humana, as capacitações – olho no olho – são insubstituíveis.

Existem 2 momentos = 1 momento de capacitação, voltado para os destinos + 1 onde o empresário explica seu produto para o operador. É a Sala de Reconhecimento, que acontece de forma paralela, durante as atividades diárias.

Governo e iniciativa privada podem participar do MB?

Sim. E os governos estaduais são muito abertos a este tipo de divulgação.

E qual o perfil do empresário que participa da Meeting Brasil?

É curioso, mas são donos de hotéis familiares, não de redes hoteleiras. Além desses, há também o empresariado do setor de receptivos que quer avançar fronteiras. Para você ter uma ideia, estamos indo, em maio, para uma edição da Meeting Brasil, levando 33 hotéis e 2 receptivos do Rio Grande do Norte. Promoveremos uma ação específica desse estado Nordestino.

Já que falamos em perfil, há alguma região brasileira que pede uma agenda mais intensa de capacitações?

Existe sim. O Nordeste, que sempre esteve antenado com a Europa e tem este mercado dominado. Agora, os empresários do Nordeste estão focados na América do Sul. É o contrário do que acontece com os empresários do Sul e Sudeste do Brasil. Essas 2 regiões precisam entender que existe um público enorme de turistas Sul Americanos ávidos por descobrir novos lugares.

Jair, como o empresário interessado em divulgar seus produtos pode participar do Meeting Brasil?

Nós trabalhamos seriamente para oferecer qualidade. O máximo de participantes são 40, divididos por regiões, para oferecer um panorama de Brasil. O empresário interessado faz o primeiro contato por e-mail e na sequência entramos em contato com ele para ouvi-lo e entender suas necessidades.

Saiba mais = http://expanmais.com.br/meeting-brasil/

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